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Clubes de futebol se manifestam contra decisão de proibir casas de apostas

Equipes criticam mudança repentina do governo e pedem transição para proteger contratos
Celular com aplicativo de bet, aposta online. A imagem do celular mostra a pessoa ganhando ao aparecer os números iguais na tela

Grêmio, Flamengo e Fluminense se posicionaram publicamente contra a decisão do governo federal de anunciar o fim da operação de casas de apostas no Brasil.

A medida, publicada nesta sexta-feira (25), provocou forte reação de clubes de futebol que mantêm contratos comerciais com essas empresas.

A norma prevê a proibição das atividades das plataformas de apostas no país, atingindo diretamente os acordos de patrocínio vigentes. O acesso aos sites permanecerá ativo até o fim do dia 5 de outubro, exclusivamente para que os apostadores efetuem o saque dos saldos antes do desligamento total dos serviços.

Posicionamento dos clubes

Grêmio aguarda desdobramentos de contrato recente

No caso do Grêmio, o anúncio ocorreu apenas dois dias após o clube confirmar a Pitaco como sua nova patrocinadora máster — em um contrato de três anos, avaliado em R$ 140 milhões no total. Agora, o time espera novos desdobramentos da medida para que ocorra uma decisão oficial.

Flamengo defende mercado regulado

Por meio da rede social X (antigo Twitter), o Flamengo defendeu a manutenção do mercado regulado de apostas e ressaltou que a alteração do modelo atual trará consequências negativas para o esporte brasileiro e para a economia do país.

“Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório. Nenhuma regulamentação é intocável. Se existem problemas, as regras precisam ser aperfeiçoadas. Se precisam ser mais duras, que sejam. Quem descumpre a lei deve ser punido. Mas existe uma diferença fundamental entre aperfeiçoar uma regulamentação e simplesmente desmontá-la”, destaca um trecho do comunicado oficial.

A diretoria rubro-negra enfatizou ainda que o enfraquecimento do mercado legal de apostas resultará na redução de investimentos no esporte e na queda da arrecadação de impostos pelo Estado.

Fluminense cobra período de transição

O Fluminense, por sua vez, reconheceu que o debate sobre a proibição é legítimo e que há preocupações reais sobre a dependência em jogos. No entanto, o clube ponderou que as entidades que firmaram contratos vigentes não podem “ser surpreendidas de um dia para o outro”.

O Tricolor ressaltou ter assumido compromissos financeiros de longo prazo e citou um impacto prático imediato: a loja oficial do clube conta com seis meses de estoque de camisas já estampadas com a marca do patrocinador máster.

Diante desse cenário, a diretoria defende a criação de um período de transição para evitar prejuízos severos ao setor.


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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