O Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac) aprovou, por unanimidade, a abertura do processo de registro do “Modo de Preparo da Pamonha de Piracicaba”.
A decisão dos conselheiros municipais para tornar a comida em reconhecimento imaterial foi publicada no Diário Oficial do município na segunda-feira (21)
Tradição e alcance nacional
As pamonhas de Piracicaba ganharam notoriedade na década de 1960, período em que o município produzia diariamente mais de 5 mil unidades distribuídas por todo o estado de São Paulo.
Dessa maneira, a iguaria alcançou projeção nacional impulsionada pelos alto-falantes dos carros de som dos vendedores com a famosa chamada:
“Pamonhas, pamonhas de Piracicaba, é o puro creme do milho…”.
A gravação clássica do pregão foi feita na década de 1970 por Dirceu Bigelli, vendedor que estruturou uma frota de veículos para comercializar o produto em território paulista. O áudio, copiado em fitas cassete, espalhou-se pelo Brasil.
Um equívoco comum é substituir o trecho original “venham experimentar estas delícias” por “venha experimentar, minha senhora, é uma delícia” — versão que surgiu apenas em gravações e adaptações posteriores.
Formato diferente e alta qualidade
Inicialmente produzidas de forma caseira e modesta, as pamonhas de Piracicaba se diferenciam do formato quadrado tradicionalmente encontrado em Goiás.
Feitas a partir de milho de alta qualidade adquirido de produtores regionais, o creme de milho levava apenas açúcar cristal em sua composição, sem outros aditivos, e era cozido em uma embalagem inovadora costurada com a própria palha do alimento.
Hoje integradas à cultura popular brasileira, as pamonhas piracicabanas contam inclusive com projetos para expansão e exportação ao mercado internacional.
Confira um dos modos de preparo da comida:
Receita de pamonha caseira
Tradicional, cremosa e embalada na palha do milho




