A reunião entre clubes, federações de futebol e representantes do Governo Federal, que seria realizada nesta terça-feira (29), no Palácio do Planalto, foi adiada. A expectativa é que o encontro seja remarcado para depois do primeiro turno das eleições, previsto para 4 de outubro.
O encontro tinha como objetivo discutir os efeitos da Medida Provisória que proibiu as bets no Brasil. Os clubes pretendem apresentar alternativas para reduzir o impacto financeiro provocado pelo fim dos contratos com empresas de apostas, que se tornaram importantes fontes de patrocínio para as equipes.
Além disso, os representantes dos clubes buscavam discutir a possibilidade de criação de uma linha de crédito para auxiliar as instituições que possuem dívidas em atraso. A proposta prevê recursos com condições diferentes das praticadas no mercado.
Clubes buscam linha de crédito
A ideia discutida pelos clubes envolve uma possível linha de financiamento por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo seria permitir que as equipes renegociem débitos e tenham maior capacidade financeira após a perda das receitas provenientes das bets.
O BNDES, entretanto, negou que esteja discutindo ou preparando uma linha subsidiada para os clubes. Em comunicado, o banco afirmou que possui uma restrição estatutária para financiar equipes de futebol.
Mesmo assim, as conversas entre os clubes e o governo continuam. A CBF participa das articulações, enquanto os dirigentes utilizam o novo regulamento de Fair Play Financeiro como argumento para defender a possibilidade de acesso a crédito.
A estimativa apresentada nas discussões é de que uma eventual linha possa chegar a R$ 20 bilhões para atender clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. O valor, contudo, ainda não foi confirmado pelo governo ou pelo BNDES.





