A inadimplência das famílias brasileiras chegou a 6% em agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (29). O índice avançou 0,2 ponto percentual em relação a julho e atingiu o maior patamar da série histórica.
O cenário ocorre em meio à alta dos juros e ao elevado nível de endividamento das famílias. A taxa média do crédito livre para pessoas físicas chegou a 61,7% ao ano em agosto, alta de 1,4 ponto percentual no mês.
O que é inadimplência?
A inadimplência acontece quando uma pessoa deixa de pagar uma dívida dentro do prazo estabelecido. No levantamento do Banco Central, o indicador considera operações de crédito com parcelas em atraso há mais de 90 dias.
O índice ajuda a mostrar a parcela do crédito concedido que apresenta atrasos mais prolongados e, consequentemente, as dificuldades dos consumidores para manter os pagamentos em dia.
Inadimplência das famílias chega a 6%
A inadimplência entre pessoas físicas subiu de 5,8% em julho para 6% em agosto. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,1 ponto percentual.
O Banco Central considera inadimplentes as operações de crédito que apresentam pelo menos uma parcela com atraso superior a 90 dias.
Já entre as empresas, o índice permaneceu estável em 3,3%. Considerando toda a carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional, a taxa chegou a 5%.
Endividamento das famílias se aproxima de 50%
Outro dado chama atenção. O endividamento das famílias chegou a 49,9% da renda anual em julho, com aumento de 0,2 ponto percentual na comparação mensal e de 1,1 ponto percentual em 12 meses.
O comprometimento da renda com o pagamento das dívidas ficou em 28,7%. O percentual permaneceu estável em relação ao mês anterior, mas está 1,4 ponto percentual acima do registrado há um ano.
Juros do crédito chegam a 61,7% ao ano
Além da inadimplência em alta, o crédito ficou mais caro para as famílias. A taxa média de juros das operações com recursos livres para pessoas físicas alcançou 61,7% ao ano em agosto.
O índice aumentou 1,4 ponto percentual em relação a julho e 2,9 pontos percentuais na comparação anual. Cartão de crédito rotativo e cartão parcelado estão entre as modalidades que influenciaram o resultado.
Mesmo com os juros elevados, o saldo do crédito livre para pessoas físicas chegou a R$ 2,6 trilhões, crescimento de 0,8% no mês e de 10,5% em 12 meses.
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