O Ministério Público, com apoio da Polícia Militar, prendeu nesta quinta-feira (1º) um homem investigado por integrar uma organização criminosa e participar de atividades relacionadas ao tráfico de drogas em Piracicaba (SP). A operação também apura suspeitas de comércio ilegal de armas, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. As equipes cumpriram um mandado de prisão e cinco de busca e apreensão durante a ação.
Investigação aponta atuação no tráfico
O principal alvo da operação é Ivan Alexandre Oliveira Brito, conhecido como Guerreiro. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ele teria participado da aquisição e revenda de entorpecentes e da movimentação de valores provenientes dessas atividades.
A investigação também aponta que o grupo utilizaria contas bancárias de empresas e de terceiros para movimentar recursos. Além disso, o relatório técnico cita indícios de ocultação de patrimônio e uso de documentos falsos em operações financeiras.
Os investigadores também encontraram elementos que, segundo o relatório, podem indicar uma ligação de Guerreiro com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Civil e o Ministério Público ainda apuram essa relação.
Suspeito tentou fugir durante prisão
As equipes chegaram ao imóvel onde o investigado estava, em uma chácara localizada na Estrada João Berto, no Jardim Estoril, durante a manhã.
Segundo a Polícia Militar, o homem tentou escapar pelos fundos da propriedade ao perceber a presença dos agentes. Durante a tentativa de fuga, ele também teria tentado jogar fora um aparelho celular.
Os policiais conseguiram alcançar o suspeito antes que ele deixasse o local. A equipe também recuperou o telefone, que poderá contribuir para a investigação.
Operação apreendeu celulares e cheques
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam três celulares, um aparelho DVR e um HD. Os agentes também recolheram dez cheques que, juntos, somam R$ 174,5 mil.
O Gaeco ficou responsável pela apreensão e análise dos materiais encontrados durante as diligências. Os dispositivos eletrônicos podem ajudar os investigadores a identificar contatos, movimentações financeiras e outros elementos relacionados aos crimes investigados.
Ação mobilizou 32 policiais
A operação começou por volta das 5h desta quinta-feira e reúne o Gaeco e o Comando de Policiamento do Interior (CPI-9) da Polícia Militar.
Ao todo, oito equipes do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) participaram da ação, com 32 policiais militares mobilizados para o cumprimento das ordens judiciais.
Além do mandado de prisão, as equipes cumprem cinco mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à investigação.
Prisão ocorreu antes das eleições
A prisão ocorreu nos cinco dias que antecedem as eleições. Segundo a Polícia Militar, o investigado possui o título de eleitor suspenso.
O artigo 236 do Código Eleitoral estabelece restrições à prisão de eleitores nesse período, mas prevê exceções. Conforme a corporação, a situação eleitoral do homem permitiu o cumprimento do mandado de prisão durante a operação.
As investigações continuam para esclarecer a participação do suspeito e de possíveis outros envolvidos no esquema.




