A 29ª rodada do Brasileirão será marcada por manifestações contra a Medida Provisória que proibiu as bets no país. Na quarta-feira (7), placas de publicidade de diferentes estádios exibiram mensagens questionando a decisão durante os jogos.
A campanha foi organizada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades utilizaram os espaços publicitários de nove dos dez jogos da rodada para divulgar frases relacionadas ao impacto da proibição.
Entre as mensagens que serão exibidas estão:“Proibir quem segue as regras favorece quem?”; “Não se muda a regra no meio do jogo”; “A demanda não acaba, apenas muda de endereço”; “A quem interessa o mercado ilegal?”; e “Quem lucra com as bets ilegais?”.
A ação também apresentou um endereço eletrônico criado pelas entidades para divulgar informações sobre o mercado regulado de apostas.
Medida afeta clubes
A rodada marca o primeiro conjunto de partidas após a entrada em vigor das restrições previstas pela MP. Com a medida, clubes que mantinham contratos de patrocínio com empresas de apostas precisaram retirar as marcas de seus uniformes e interromper os acordos.
A mudança também atinge diretamente as receitas das equipes. Diversos clubes da Série A tinham empresas do setor como patrocinadoras principais ou parceiros comerciais.
No confronto entre Botafogo e Vasco, por exemplo, os dois clubes entraram em campo sem as antigas marcas de casas de apostas como patrocinadoras principais. O Botafogo utilizou o espaço para divulgar seu programa de sócio-torcedor.
Manifestação já havia aparecido em clássico
A campanha não começou nesta rodada. Na última sexta-feira (2), o clássico entre São Paulo e Santos, no Morumbis, também teve mensagens referentes à medida nas placas eletrônicas do estádio.
A ação ganhou força após a publicação da MP, que estabeleceu o fim da operação das plataformas autorizadas e determinou medidas contra empresas e serviços relacionados às apostas no país.
Segundo dados divulgados pelo governo, mais de 10 mil sites ilegais foram bloqueados entre 25 de setembro e 6 de outubro. A medida também resultou na remoção de milhares de páginas, perfis, canais e grupos relacionados às apostas.





