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Fim da escala 6×1: Senado deve votar PEC na quarta-feira; veja o que muda

Proposta prevê dois dias de descanso por semana e redução da jornada de 44 para 40 horas, sem corte salarial. Texto já passou pela Câmara e pela CCJ do Senado

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O modelo atual permite seis dias de trabalho para um de descanso.

A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a jornada máxima de trabalho das atuais 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. O texto também prevê um período de transição para a implementação das novas regras.

Segundo Alcolumbre, a inclusão da matéria na pauta segue o compromisso de conduzir a votação com responsabilidade, diálogo e respeito ao regimento do Senado.

O que prevê a PEC pelo fim da escala 6×1?

A PEC 221/2019 prevê mudanças na organização da jornada de trabalho no Brasil. Entre os principais pontos estão:

  • Dois dias de descanso por semana: a proposta estabelece descanso semanal remunerado em dois dias.
  • Jornada de 40 horas: o limite semanal cai de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
  • Transição gradual: a implementação das novas regras ocorrerá em etapas, ao longo de até 14 meses.
  • Regra para determinados trabalhadores com ensino superior: profissionais com diploma e remuneração igual ou superior ao limite previsto no texto poderão ter jornada definida por negociação direta, desde que mantida a escala 5×2.

O texto também prevê uma primeira etapa de adaptação: 60 dias após a promulgação da emenda, as empresas deverão garantir a escala 5×2 e reduzir a jornada para 42 horas semanais. Depois de 12 meses dessa primeira redução, o limite passaria a 40 horas.

A proposta prevê uma regra de transição específica para trabalhadores terceirizados da administração pública.

PEC já foi aprovada na Câmara

A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos, em maio de 2026, e depois seguiu para o Senado.

Na Casa, o texto passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no início de setembro. A votação em plenário, porém, ainda não havia sido realizada.

Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, a matéria precisa ser aprovada em dois turnos na Câmara e em dois turnos no Senado. Caso os senadores alterem o conteúdo, o texto deverá voltar para análise dos deputados.

Portanto, a votação marcada para quarta-feira é uma etapa do processo legislativo. A aprovação em um turno, por si só, não significa que o fim da escala 6×1 já esteja valendo.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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