Moradores de diversos bairros de Sumaré enfrentam falta de água há pelo menos três dias. O problema compromete atividades básicas, como cozinhar, lavar roupas e tomar banho, principalmente em regiões mais afastadas e áreas altas da cidade.
Segundo informações apresentadas pelo VTV da Gente, a suspensão da captação de água no Rio Atibaia está entre os fatores que contribuem para a falta de abastecimento. A interrupção ocorreu após um acidente com um caminhão na alça de acesso à Rodovia D. Pedro I, que provocou o vazamento de diesel no Rio Anhumas, afluente do Atibaia.
A retomada da captação depende da análise da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que deve verificar a qualidade da água. De acordo com a BRK, concessionária responsável pelo abastecimento, ainda não há previsão para a normalização do serviço em Sumaré.

Bairros afetados e dificuldades na rotina
De acordo com a reportagem, há moradores sem água desde domingo (11). Na terça-feira (13), a BRK também notificou o rompimento de uma tubulação.
Entre os bairros afetados estão Jardim Dall’Orto, Jardim Maria Antônia, Jardim Viel, Cidade Nova, Parque Bandeirantes, São Judas Tadeu, Canto das Flores, Jardim Ipê, Parque Regina, Conjunto Habitacional Tomazin, Jardim Amélia, Parque das Indústrias e Parque das Flores.
Segundo a repórter Letícia Benedito, a concessionária apontou a alta demanda por água, principalmente nas regiões mais altas, como outro fator relacionado aos problemas de abastecimento.

Iris Godez Vieira, comerciante de uma academia feminina, contou que o estabelecimento vinha economizando água, mas as reservas acabaram.
“A gente está economizando porque querendo ou não são três caixas d’água, mas a partir de ontem já acabou a água e a gente não sabe ainda quando vai voltar”, contou Iris.
Rosana da Silva, que trabalha no atendimento de um estabelecimento, relatou que moradores têm recorrido à compra de água e à coleta em uma mina para realizar atividades cotidianas.
“Eles falam que vai voltar, mas até agora estamos sem”, afirmou Rosana.
Já a aposentada Lucila Gonçalves reclamou da recorrência do problema. “Está sempre faltando água”, desabafou. Segundo ela, uma das alternativas para conseguir tomar banho é buscar água em um poço artesiano.
Além de comprar ou buscar água, alguns moradores também passaram a coletar água da chuva em baldes espalhados pelo quintal para tentar suprir as necessidades básicas.




