A advogada e influenciadora Deolane Bezerra sofreu mais duas derrotas no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Deolane Bezerra presa preventivamente desde o dia 21 de maio de 2026, no interior de São Paulo, teve pedidos de habeas corpus rejeitados pela Corte superior. A defesa de Deolane divulgou nota afirmando que vai recorrer das decisões. Os advogados contestam a manutenção da prisão preventiva e a negação da transferência para uma sala de Estado-Maior. A influenciadora virou ré por lavagem de dinheiro após investigações apontarem o recebimento de repasses financeiros de uma empresa de fachada para facção criminosa do PCC.
STJ rejeita pedidos de habeas corpus de Deolane Bezerra
O STJ decidiu não analisar o mérito do habeas corpus por entender que a defesa utilizou um instrumento inadequado para contestar a prisão preventiva, considerando-o “substitutivo do recurso cabível”. Mesmo assim, o ministro relator examinou a solicitação para verificar possíveis ilegalidades evidentes, mas manteve a custódia.
Em paralelo, o tribunal recusou um segundo habeas corpus. A defesa solicitava a transferência imediata para uma sala de Estado-Maior ou a substituição da pena por prisão domiciliar. O tribunal afastou a alegação de violação da prerrogativa profissional da advogada.
Defesa contesta prisão e aponta irregularidades em presídio
Os advogados da influenciadora — Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Rogério Nunes e Luiz Ricardo Rodrigues Imparato — classificaram a medida cautelar como “desnecessária, desproporcional e ilegal”. Em nota oficial, a equipe argumentou que as circunstâncias concretas que justificaram a restrição de liberdade não persistem mais.
A defesa citou dois relatórios da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo). Segundo a equipe jurídica, os documentos comprovam que as condições da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista descumprem a Lei 8.906/1994, que regulamenta os direitos da advocacia.
“A situação carcerária em que ela se encontra não é compatível com a prerrogativa prevista na Lei 8.906/1994 e a defesa igualmente recorrerá da decisão.” — Nota da defesa de Deolane Bezerra

Entenda as acusações de lavagem de dinheiro para o PCC
Deolane Bezerra presa cumpre a medida cautelar no Pavilhão Especial no interior paulista. O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo prenderam a influenciadora durante a Operação Vérnix. As investigações apontam que ela integra o núcleo financeiro de uma organização criminosa ligada ao PCC.
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia contra Deolane e outras cinco pessoas, incluindo Marco Willians Herbas Camacho (Marcola) e seus familiares. A decisão judicial baseou-se nas seguintes provas:
- Dados telemáticos extraídos de telefones celulares apreendidos;
- Relatórios do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro;
- Análises do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e quebra de sigilo bancário e fiscal;
- Comprovantes de depósitos fracionados em contas bancárias.
Segundo o processo, a conta bancária da advogada recebeu depósitos fracionados vindos da Transportadora Lado a Lado, empresa de fachada usada para lavagem de capitais do tráfico de drogas.
Próximos passos e novo julgamento no TJSP
A batalha jurídica da influenciadora ganha um novo capítulo na próxima semana. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) agendou para a próxima terça-feira (27), às 13h30, o julgamento de um terceiro pedido de habeas corpus.
Neste novo julgamento no TJSP, os magistrados vão avaliar dois pontos principais da defesa:
- A transferência do processo da Justiça Estadual para a Justiça Federal;
- A anulação de todas as decisões tomadas anteriormente pela Justiça paulista no caso.




