O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após ao menos 75 ônibus do transporte público serem impedidos de sair de uma garagem neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições. A decisão também exige o restabelecimento imediato da frota, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.
A ordem foi assinada pelo presidente do TRE-BA, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, em resposta a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV. O documento determina que a Polícia Federal (PF) realize a “imediata prisão em flagrante delito” do secretário.
O caso provocou uma troca de acusações entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). Antes da decisão judicial, o senador eleito Rui Costa (PT-BA), ex-ministro do governo Lula, afirmou que o partido também pediria a prisão do prefeito por suposto crime eleitoral.
Entenda a disputa sobre os ônibus
Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, Rui Costa acusou Bruno Reis de dificultar o exercício do voto e afirmou que o prefeito “precisa ser preso”. Em resposta, o gestor chamou o senador eleito de “vagabundo” e disse que ele estava mentindo.
Bruno Reis afirmou que os 75 ônibus ficaram retidos na garagem de uma empresa porque veículos estavam com adesivos do PT colados nas janelas. Segundo o prefeito, a retirada temporária ocorreu para remover o material, que, na avaliação dele, configuraria propaganda eleitoral irregular nos veículos de transporte público.
O prefeito também atribuiu o episódio a sindicalistas ligados ao PT e afirmou que os ônibus já haviam voltado a circular. Reis declarou ainda que Salvador já oferecia transporte gratuito em eleições anteriores, independentemente de uma obrigação legal, e que a medida não havia causado problemas anteriormente.




