Moradora de Atibaia, Anna Luiza Calixto transformou a paixão pela literatura em um negócio voltado à educação e à defesa dos direitos de crianças e adolescentes. À frente do Projeto Bem Me Quer, ela utiliza livros infantojuvenis para abordar temas como bullying, violência e trabalho infantil. Com apoio do Banco do Povo Paulista (BPP), conseguiu ampliar a produção e alcançar novos leitores.
O financiamento, oferecido pelo programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE), foi utilizado para custear ilustrações, diagramação e impressão das obras. Anna conheceu a iniciativa pelas redes sociais, enquanto pesquisava linhas de crédito para mulheres empreendedoras.
“Com o apoio do Banco do Povo, consegui imprimir edições lindas e alcançar um público ainda maior. Nosso livro Cresça e apareça foi o nosso primeiro produto voltado à primeira infância e, sem o financiamento, provavelmente não teria saído do papel”, conta.
Projeto nasceu em Atibaia e chegou a 14 estados

O interesse de Anna pela escrita começou na adolescência. Em 2015, aos 14 anos, ela criou o Projeto Bem Me Quer como uma iniciativa voluntária e percorreu as 26 escolas municipais de Atibaia para conversar com estudantes sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Em 2018, o projeto se tornou uma microempresa, passando a oferecer palestras, cursos e treinamentos para profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes.
Atualmente, desenvolve atividades em 14 estados brasileiros e conta com oito livros publicados.
Literatura infantil em diferentes formatos
Além das publicações impressas, o projeto oferece e-books, contações de histórias e palestras literárias e educativas. A proposta é incentivar a leitura desde a infância e apresentar alternativas ao tempo excessivo diante das telas.
“O verdadeiro desafio é a necessidade contínua de inovação no modo como nos comunicamos e estimulamos o público infantojuvenil ao hábito da leitura, ainda mais com temas tão desafiadores como a violência sexual e o trabalho infantil”, explica.
Entre os próximos planos estão ampliar o catálogo com materiais sobre os direitos de crianças e adolescentes e desenvolver uma mentoria para incentivar novos autores e profissionais do mercado editorial.



