Neste ato, a empresa se retrata pela publicação da matéria abaixo, publicada no dia 25 de dezembro de 2024, “Homem tenta assaltar família de policial na noite de Natal, mas é baleado e morre“, esclarecendo que o repórter, João Pedro Bezerra, o qual também foi induzido ao erro pelas informações constantes no boletim de ocorrência (BO) emitido pela Polícia Civil. Por outro lado, insta ressaltar que não houve qualquer juízo de valor, muito menos menção ou identificação da vítima, sendo que todo o conteúdo divulgado foi baseado exclusivamente nas informações registradas no referido boletim de ocorrência em sua íntegra.
Direito de resposta
Com relação à matéria do repórter João Pedro Bezerra, o VTV News publica na data de 02 de março de 2026 dois direitos de resposta, da esposa e filha do homem morto na ação.
Regiane Novaes Luz
Na noite de Natal, depois da nossa ceia em família, meu marido saiu apenas para desejar boas festas a um amigo que trabalha como frentista em um posto de combustível da cidade. Foi um gesto simples, como ele sempre fazia.
Meu marido era militar reformado do Exército Brasileiro. Era uma pessoa muito conhecida no bairro onde morávamos, gostava de fazer amizade com os vizinhos e sempre ajudava a todos como podia. Havia muitos idosos na nossa vizinhança, e ele tinha uma preocupação especial com eles, sempre se colocando à disposição quando precisavam de algo. Nos últimos tempos, ele vinha demonstrando preocupação com o aumento da violência e dos furtos na região.
No caminho de volta para casa, ele cruzou com o réu e houve uma discussão. Logo depois, o réu efetuou dez disparos contra o carro do meu marido. Ele foi atingido seis vezes pelas costas e morreu no local, sem qualquer chance de defesa.
Naquele momento, foi alegado pelo réu que teria havido uma tentativa de assalto. Mas é importante deixar claro que, quando a primeira matéria foi publicada, os fatos ainda estavam sendo investigados pela Polícia Civil. Não havia nenhuma conclusão oficial sobre o que realmente tinha acontecido.
Também é importante informar que o réu, que é bombeiro militar, foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, com recurso que teria impossibilitado a defesa do meu marido, além de abuso de poder, e já foi indiciado pelos crimes citados. O processo está em andamento na Justiça.
Consta nos autos que ele portava uma pistola de porte velado, semiautomática calibre .40 de uso restrito, com capacidade para dez disparos, e todos efetuados.
Eu só peço respeito à memória do meu marido. Ele perdeu a vida de forma trágica naquela noite. Nossa família confia na Justiça e espera que os fatos sejam esclarecidos com responsabilidade e equilíbrio.
Sofia Novaes Bezerra
Na noite de Natal, meu pai estava em casa com a gente. Ele passou o dia inteiro preparando a ceia, assando o pernil e organizando tudo para que nossa família pudesse comemorar junta.
Depois da ceia, houve um momento em que eu o vi saindo com o carro. Cerca de uma hora depois, alguns vizinhos chamaram no portão para avisar minha mãe de que algo tinha acontecido com ele. Foi o início do pior momento da nossa vida.
Quando minha mãe e meus irmãos voltaram do hospital com a notícia de que meu pai tinha morrido, eu entrei em choque. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo.
No dia em que estávamos indo ao velório do meu pai, vimos uma matéria dizendo que ele era assaltante. Quando li aquilo, não consegui parar de chorar. Era muito doloroso ver meu pai sendo retratado daquela forma.
Alguns meses depois, houve um período em que eu faltei bastante na escola. Alguns alunos faziam questão de ler a matéria de vocês em voz alta perto de mim, como forma de me provocar. Eu me senti profundamente humilhada.
Meu pai era uma pessoa do bem. Ele era militar reformado do Exército Brasileiro e sempre foi um homem correto. Gostava de ajudar os vizinhos, principalmente os idosos, e fazia isso de coração. No bairro, ele era conhecido por ser alguém prestativo.
Abaixo a matéria na íntegra que foi publicada no dia 24 de dezembro de 2024.
Um homem tentou assaltar a famíla de um policial durante a madrugada desta quarta-feira (25) e acabou sendo baleado. O caso aconteceu no bairro Itapel, em Itanhaém.
De acordo com o boletim de ocorrência, o homem tentou fazer o assalto, mas a vítima reagiu e baleou o suspeito.
O barulho dos disparos assustaram os vizinhos, muitos confundiram o som com os fogos de artifícios que são utlizados para as festividades.
O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu.
Em nota a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, informou que o caso foi registrado como legítima defesa e homicídio na Delegacia Seccional de Itanhaém, que solicitou perícia ao local.
Agora, a Polícia Civil vai investigar todas as circunstâncias.