Uma dívida com casa de apostas motivou a briga em que Matteos França Campos, de 32 anos, matou a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bomfim França. Matteos foi preso na última sexta-feira (25) e confessou o crime. O corpo de Soraya foi encontrado no último domingo (20) perto de um viaduto em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte.
Inicialmente, o corpo de Soraya foi achado coberto por um lençol, seminu e com marcas de violência sexual e queimaduras. No entanto, a polícia informou que o filho fez uma simulação de crime sexual para não ser associado ao crime. O próprio Matteos havia registrado boletim de ocorrência sobre o suposto desaparecimento da mãe. Ele foi o responsável por reconhecer o corpo.

Dívida com casa de apostas motivou o crime brutal: filho agiu sozinho
Em entrevista coletiva no fim da tarde desta sexta-feira, a polícia informou que o suspeito agiu sozinho. Ele contou que matou a mãe enforcada durante uma discussão por “questões financeiras” dentro do apartamento onde moravam. No mesmo dia, colocou o corpo no porta-malas do carro dela e o deixou perto do viaduto.
As investigações apontam que Matteos estava com muitas dívidas causadas por jogos de casa de aposta e tinha feito empréstimo consignado. O homem disse que “entrou em colapso” em meio a uma discussão iniciada após a mãe reclamar que ele sempre dizia estar sem dinheiro.

Matteos havia registrado um boletim de ocorrência na sexta-feira (18) sobre o suposto desaparecimento de Soraya. Ele disse inicialmente que na noite anterior viajou para a Serra do Cipó e que a mãe ficou em casa de camisola. No registro policial, ele contou ter enviado mensagens, mas não teria tido respostas. Ele chegou a pedir para uma tia que mora no prédio ir até o apartamento e um chaveiro foi chamado para abrir a porta, mas Soraya não foi encontrada.
“Todos os elementos de investigação que colhemos esta semana apontavam de forma cronológica diversos indícios que cercavam e apontava que não poderia ter havido outra pessoa na residência antes de ele ter viajado”
delegada Ana Paula Oliveira
O suspeito ocupava um cargo comissionado na Sedese (Secretaria de Desenvolvimento de Minas Gerais). Após a divulgação da prisão, a pasta informou que ele foi exonerado. Em post nas redes sociais, o governador Romeu Zema parabenizou a polícia pela prisão do suspeito e disse que “em Minas, criminoso não tem vez”.