Brasília foi palco, nesta semana, do 2º Summit Connect Infra, promovido pela Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos e pelo Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI). O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir o futuro da infraestrutura brasileira, com destaque para o Porto de Santos e as mudanças no marco legal portuário.
O encontro contou com a participação do Tribunal de Contas da União, Ministério de Portos e Aeroportos, ANTAQ, parlamentares e lideranças do setor. Durante as discussões, foram abordados temas como competitividade, atração de investimentos, segurança jurídica e os impactos da nova legislação para o desenvolvimento econômico.
O ministro do TCU, Antonio Anastasia, destacou a importância de criar um ambiente de estabilidade para atrair investidores:
“Há um receio, infelizmente, não só de estrangeiro, mas também do investidor brasileiro em relação a contratos de longo prazo, exatamente pelo clima de insegurança jurídica. É muito importante modificarmos esse quadro através das leis que foram votadas, garantindo maior segurança e estabilidade.”

Na mesma linha, o economista Gesner Oliveira, professor da FGV, ressaltou que a concorrência no setor é essencial para beneficiar o consumidor final:
“Se houver diferentes grupos atuando no porto, isso gera competição. Se um serviço é muito caro, você pode procurar outro fornecedor. Se for monopolizado, não há alternativa e o custo aumenta, prejudicando a competitividade do Brasil.”
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou números históricos do Porto de Santos e anunciou investimentos expressivos:
“O Porto de Santos já está vivenciando o seu melhor momento, com a maior movimentação do primeiro semestre da história. Vamos investir mais de R$ 20 bilhões nos próximos anos, incluindo o Túnel Santos-Perimetral, a dragagem do canal e obras para melhorar a mobilidade urbana.”
O presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), Mário Povia, detalhou os três eixos principais do evento:
“Discutimos o plano santista, com a mudança do terminal de passageiros, a licitação do Tecon Santos 10, que vai ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres, e o novo marco regulatório do setor portuário, com ajustes para desburocratização e celeridade na ocupação de áreas.”
O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa também trouxe uma pauta urgente: a liberação de R$ 116 milhões para a reurbanização da Vila Gilda, em Santos, após o incêndio que destruiu mais de 200 moradias.
“Conseguimos recursos para reconstruir a área atingida, construir novas unidades e implantar o programa de compra assistida, garantindo moradia digna para as famílias.”

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, reforçou a relevância do setor portuário para o país:
“O setor portuário promove desenvolvimento, reduz custos e fortalece o comércio exterior. O Porto de Santos, maior da América Latina, é fundamental para o Brasil e para a região, e este evento aproxima o setor público e privado para avançar nessas pautas.”
O 2º Summit Connect Infra reforçou o papel estratégico do Porto de Santos para o comércio exterior brasileiro e abriu espaço para discussões sobre como garantir mais competitividade, sustentabilidade e qualidade nos serviços, impactando diretamente o crescimento econômico nacional.