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Moraes autoriza monitoramento integral de Bolsonaro por risco de fuga

Segundo Moraes, o monitoramento deve ocorrer em tempo integral, com agentes de prontidão nas imediações do imóvel.
Moraes autoriza monitoramento presencial da prisão domiciliar de Bolsonaro por risco de fuga (Foto: redes sociais)

A Polícia Penal do Distrito Federal foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a realizar vigilância presencial contínua da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A decisão do ministro Alexandre de Moraes atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi divulgada nesta terça-feira (26).

O reforço na fiscalização foi motivado por sucessivos descumprimentos de medidas cautelares e pela suspeita de que Bolsonaro pudesse tentar fugir do país. O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 4 de agosto.

Segundo Moraes, o monitoramento deve ocorrer em tempo integral, com agentes de prontidão nas imediações do imóvel, porém sem qualquer interferência direta na rotina de vizinhos ou ações intrusivas dentro da residência. A medida deve ser discreta, sem exposição pública.

Alexandre de Moraes de frente com Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Augusto/STF)
Alexandre de Moraes de frente com Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Augusto/STF)

Suspeita de tentativa de asilo político

A intensificação do monitoramento ocorre após manifestação do deputado federal Lindbergh Farias (PT), líder do partido na Câmara, sobre um possível plano de fuga. A Polícia Federal (PF) e a PGR reconheceram o alerta como plausível.

Documentos encaminhados ao STF indicam receio de que Bolsonaro tentasse entrar na Embaixada dos Estados Unidos, localizada a poucos minutos de sua residência, para solicitar asilo político. O temor foi reforçado pela descoberta, no celular do ex-presidente, de uma minuta de carta dirigida ao presidente da Argentina, Javier Milei, solicitando asilo (leia o relatório no detalhe).

Proximidade do julgamento e atuação de Eduardo Bolsonaro

Na decisão, Moraes também citou investigações da PF sobre uma possível interferência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, no andamento do processo. Eduardo estaria, segundo Moraes, realizando ações no exterior que indicariam tentativa de obstrução judicial.

“Estando inclusive localizado em país estrangeiro, [Eduardo Bolsonaro] demonstra a possibilidade de um risco de fuga por parte de Jair Messias Bolsonaro, de modo a se furtar da aplicação da lei penal”, escreveu o ministro.

O julgamento da ação penal 2.668/DF, que trata da suposta trama golpista para impedir a transição de governo, está previsto para ocorrer entre os dias 2 e 12 de setembro na Primeira Turma do STF.


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Autor

  • Iago Yoshimi Seo

    Jornalista formado em junho de 2025, atuando desde 2023 com foco em reportagens de profundidade, gestão de projetos, fotografia e pesquisa. Autor de obra sobre temas sociais e políticos, com análise crítica da democracia e da sociedade.

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