A coluna dessa semana começa com uma triste notícia que deixou a cidade de Lisboa e todo Portugal em luto, infelizmente.
Falo, obviamente, do acidente ocorrido ontem (03.09.25), em Lisboa, no final do dia e, que vitimou, até o momento em que escrevo essa coluna, 16 pessoas e deixou outras 23 feridas, sendo 7 delas em estado grave.
O descarrilamento de um elétrico na Rua da Glória, mais conhecido como Elevador da Glória, parou o país e, fez com que a maioria dos portugueses, assistissem em direto pela tv, o resgate das pessoas encarceradas debaixo dos trilhos.
Não é preciso dizer que foram horas difíceis, de perplexidade e, que as imagens que circulam pelas redes sociais, são aterrorizantes e de grande sofrimento.
Nos primeiros minutos da tragédia, a população preocupava-se em saber se seus entes queridos estavam em segurança; depois do alívio de muitos, o passo seguinte foi acompanhar o acidente pela tv e, torcer para que o número de vítimas fatais fosse o menor possível.

Entretanto, a cada momento que se passava, as notícias não eram nada boas e, o número de mortos e feridos só aumentava, para desespero dos portugueses.
Os noticiários trouxeram peritos de todas as áreas para tentar explicar o acidente: engenheiros, políticos, administradores públicos e, principalmente, os responsáveis pela Carris, empresa que administra os elétricos/funiculares da cidade; mas ninguém conseguia explicar o inexplicável.
O acidente ganhou as páginas dos jornais de todo o mundo e, pelo pior motivo. Hoje, o país acorda em luto e, ainda, perplexo, continua atento aos noticiários da tv e dos jornais, em busca de notícias sobre as vítimas e feridos e, tentando entender o que se passou.
Sabe-se, até o momento, que há feridos de 10 nacionalidades, o que torna o acidente, ainda, mais expressivo, já que a maioria dos feridos são turistas que escolheram a cidade de Lisboa para aproveitar seus últimos dias de férias de verão.
O acidente está gerando uma comoção nacional e europeia. Bruxelas, sede da União Europeia e, Estrasburgo, sede do Parlamento Europeu, hastearam, hoje, as suas bandeiras a meio mastro, em homenagem aos mortos e vítimas desse descarilamento.

É da natureza humana culpar algo ou alguém, quando uma tragédia dessas proporções acontece, tudo numa vã tentativa de tornar o acidente menos assustador e, a dor dos que partiram, menos dolorosa; mas nenhuma culpa objetiva vai mudar o cenário de horror que Lisboa foi vítima ontem à noite.
Entretanto, há ilações de todos os tipos, desde falta de manutenção adequada, excesso de passageiros, erro humano, e até um ataque estrangeiro. Todos essas suposições serão devidamente investigadas através das perícias de praxe.
Mas mesmo que a causa real seja encontrada, a imagem idílica da cidade de Lisboa e dos funiculares históricos do país será tristemente afetada.
Por medida de segurança, Carlos Moedas, prefeito da cidade de Lisboa, decretou o fechamento de todos os elétricos/funiculares da cidade que serão alvo de manutenção nos próximos dias.
Algumas cidades do país, seguem o exemplo de Lisboa e estão fazendo as manutenções possíveis em seus elétricos e funiculares.
A coluna de hoje se solidariza com a família de todas as vítimas e feridos. E, ressalta o rápido e eficiente trabalho da PSP, do INEM, dos hospitais que receberam as vítimas, e, de todos os profissionais responsáveis que ajudaram nos resgastes.