No primeiro semestre de 2025, o turismo no Brasil alcançou um faturamento recorde de R$ 108 bilhões, representando um crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da FecomercioSP com base em dados do IBGE.
A FecomercioSP destaca que essa expansão é sustentada por um mercado de trabalho ativo, inflação contida e redução nos preços das passagens aéreas. Além disso, aponta-se que os turistas têm buscado alternativas econômicas — como transporte rodoviário ou hospedagens mais baratas — quando o custo de viagem aumenta, o que ajuda a manter a demanda.
A perspectiva para o segundo semestre continua positiva, especialmente nos segmentos de lazer e turismo corporativo. No entanto, a entidade também aponta que uma eventual desaceleração econômica ou novos ajustes tarifários podem afetar o ritmo do setor.
“Mesmo que algum item específico pese mais no bolso do consumidor, o turismo no Brasil oferece diversas alternativas. Se a viagem de avião fica cara, opta-se pelo ônibus; se o hotel está caro, escolhe-se uma pousada ou reduz-se o tempo de estadia, mas, normalmente, não se deixa de viajar”, afirma o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, celebra os números da FecomercioSP. “Os resultados mostram a potência que o turismo brasileiro representa. Os recordes de faturamento não são apenas números isolados: eles representam, também, mais empregos, geração de renda e um mundo de oportunidades e possibilidades para o setor turístico brasileiro”, ressalta Sabino.
No recorte exclusivo de junho, dado mais recente disponível, outro recorde do turismo brasileiro: R$ 17 bilhões em faturamento, o maior para o período na série histórica, além de significar um aumento de 5,6% ante junho de 2024.
O cenário mensal é semelhante ao do primeiro semestre de 2025. Destaque novamente para o transporte aéreo – que apresentou a variação mais expressiva, de 12% –, e o setor de alojamento, com alta anual de 8,5%.
O transporte aéreo faturou R$ 4,45 bilhões, e o alojamento, R$ 1,7 bilhão. O transporte rodoviário de passageiros também voltou a ganhar espaço, com uma alta anual de 6,1% e faturamento de quase R$ 3 bilhões.
Outros avanços foram registrados em agências e operadoras de viagens (2,9%), outros tipos de transporte aquaviário (2,4%), locação de meios de transporte (1,6%) e alimentação (1,5%).