O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa nesta terça-feira (23), às 10h (horário de Brasília), na abertura da 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Como prevê a tradição desde 1955, o Brasil é o primeiro país a se manifestar no púlpito das Nações Unidas, seguido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois líderes estarão frente a frente pela primeira vez desde o início de seus mandatos, em um cenário de tensão diplomática e agendas colidentes.
A cobertura do evento será transmitida ao vivo pelo programa Mapa Mundi, que entra em edição especial a partir das 9h30. O comentarista convidado é Uriã Fancelli, mestre em Relações Internacionais pelas Universidades de Groningen e Estrasburgo, e autor do livro Populismo e Negacionismo.
Reconhecimento da Palestina
Além dos discursos, a Assembleia Geral será marcada pelo anúncio de cinco países — Portugal, Austrália, Canadá, Reino Unido e França — que passam a reconhecer oficialmente o Estado da Palestina. A adesão dos novos signatários ocorre em meio à escalada de confrontos no Oriente Médio e amplia a pressão por uma reformulação nas dinâmicas de representação da ONU.
O tema central da assembleia neste ano é “paz, desenvolvimento e direitos humanos”. A sessão inaugural começa com a fala do secretário-geral António Guterres, seguida pela presidenta da Assembleia, Annalena Baerbock, antes da abertura oficial com o discurso de Lula.
Brasil defende multilateralismo
De acordo com fontes diplomáticas, o presidente brasileiro deve enfatizar a defesa do multilateralismo, o fortalecimento da cooperação internacional e a urgência de reformas estruturais no Conselho de Segurança da ONU, o que analistas apontam como impossível. O discurso também trará destaque para a pauta ambiental, incluindo menção à COP30, que será realizada em Belém, em novembro.