A Abrasel SP – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – acompanha de perto a questão do metanol e lançou nesta sexta-feira (3) o Guia de Combate à Bebida Adulterada. A publicação traz pontos importantes para conhecimento de todos sobre como e onde comprar, diferenças entre tampas e lacres originais e adulterados, entre outras dicas.
“Este material vai servir pra ajudar os comerciantes e reforçar a compra segura, além de identificar possíveis irregularidades. Queremos que os donos de bares e restaurantes entendam os protocolos básicos como desconfiar de preços abaixo do mercado, conhecer os fornecedores e identificar possíveis bebidas adulteradas”, conta o líder institucional da Abrasel Baixada Santista, Luan Paiva.
Na hora de comprar, a regra número um é sempre adquirir de fornecedores homologados e distribuidores confiáveis, legalizados e com histórico sólido no mercado. Além disso, é recomendado exigir a nota fiscal, pois ela é a única garantia de origem e rastreabilidade do produto. Também é importante desconfiar de preços muito abaixo do praticado, já que esse é um dos principais sinais de fraude, e evite vendas atípicas, como as feitas por vendedores de rua, de outros estados ou sem emissão de nota, pois representam alto risco.
Toda garrafa conta uma história e, para identificar as originais, é importante observar alguns detalhes. A tampa deve estar bem fechada, sem amassados; o rótulo precisa ter impressão de alta qualidade, sem desgastes e com cores firmes; o gargalo não pode apresentar espaço entre a tampa e a garrafa; o conteúdo deve ter cor uniforme e aparência límpida; e a impressão deve exibir detalhes nítidos e de boa qualidade. No caso dos produtos importados, o selo IPI deve ser emitido em papel moeda, com relevo e holografia.
Ao menor sinal suspeito, não compre e nem venda a bebida supostamente adulterada. O primeiro passo é separar imediatamente o lote suspeito e isolá-lo para evitar que seja comercializado ou utilizado. Em seguida, entre em contato com o fornecedor e, por fim, acione a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil para que seja aberto inquérito e realizada a apreensão.
Lembrando que os canais de denúncia são a Polícia, pelo Disque Denúncia 181 e o site do Procon-SP (www.procon.sp.gov.br)