Bertioga completa, nesta terça-feira (19), 35 anos de emancipação e história. Seu nome faz jus à cultura local: em tradução do tupi, significa “casa do peixe branco”, embora também exista a interpretação do termo tupi buriquioca, que significa “casa do muriqui”.
O município era um distrito de Santos e apenas em 1991 foi realizado o plebiscito no qual a população votou pela emancipação bertioguense. De acordo com o Censo de 2022 do IBGE, a cidade possui 64.188 moradores, dos quais 388 são indígenas. Além disso, Bertioga é considerada um berço da Mata Atlântica, com 90% de sua vegetação em área preservada.
Com um forte crescimento nos setores de construção civil, comércio e hotelaria, a cidade mantém raízes culturais sólidas, expressas em festas e eventos típicos da cultura caiçara.
Desenvolvimento municipal
A cidade vem se expandindo exponencialmente, mas ainda demanda atenção à infraestrutura e ao saneamento básico. Em entrevista ao programa Tudo Pode, da VTV, o prefeito de Bertioga, Marcelo Vilares, comentou os desafios desse crescimento:
“É uma cidade que vem recebendo investimento em saneamento básico, macro e microdrenagem, além de pavimentação. Também estamos modernizando toda a nossa iluminação pública; trabalhando pelo crescimento como um todo”, afirmou.
Além disso, o entorno da cidade está sendo modificado. Para o prefeito, é importante que os visitantes identifiquem a chegada ao município ainda na estrada. A construção de um portal e o posicionamento estratégico de novos comércios estão contribuindo para a melhoria da infraestrutura e da identidade visual da região.
Infraestrutura e Riviera
O desenvolvimento urbano de Bertioga é notório e, caminhando junto à cidade, está a Sobloco Construtora, responsável pela famosa Riviera de São Lourenço. O bairro, que foi 100% planejado, conta atualmente com 12.600 unidades habitacionais, entre casas e apartamentos.
A implantação do bairro, iniciada há mais de 40 anos, ocupa apenas 1,8% do território do município; contudo, a Riviera responde por aproximadamente 50% do montante advindo da cobrança de IPTU (além de outras receitas tributárias).

Foto: Divulgação/Riviera de São Lourenço
“Ademais, o empreendimento gera uma folha de pagamento de serviços entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões por ano, sendo o principal responsável pela sustentabilidade econômica do município. Por tudo isso, a Riviera é referência para projetos litorâneos”, pontua a empresa.
Dessa maneira, o local reúne centros de compras, escolas, espaços para práticas esportivas e de entretenimento, consolidando-se como um patrimônio da cidade.