Em 14 de fevereiro de 1858, Santos realizou o seu primeiro baile de Carnaval. No Largo do Chafariz, os santistas se reuniram com um propósito claro: substituir o entrudo. Essa brincadeira de origem portuguesa era considerada violenta, pois os participantes costumavam atirar ovos, bolas de cera com água e lama uns nos outros, além de arremessar objetos pelas janelas.
Nessa mesma data, surgiu a Sociedade Carnavalesca Santista. A partir daí, as ruas ganharam cores e o evento passou a ser palco de críticas políticas. Embora a antecipação dos desfiles oficiais tenha ocorrido inicialmente de forma pontual, a decisão de manter o calendário uma semana antes dos demais acabou se tornando definitiva.
A antecipação dos Desfiles
Ao longo dos anos, o Carnaval se consolidou como uma mistura de desfiles na avenida e blocos de rua. No entanto, quem acompanha a festa na passarela do samba percebeu uma mudança no calendário. Mas por que a data de comemoração mudou?
A resposta remete a 2016, quando a escola de samba carioca Acadêmicos do Grande Rio homenageou a cidade com o enredo: “Fui no Itororó beber água, não achei. Mas achei a bela Santos, e por ela me apaixonei“.
Diante do dilema dos amantes do Carnaval que gostariam de estar no Rio de Janeiro e em Santos ao mesmo tempo, o então secretário adjunto de Cultura, Rafael Leal, decidiu antecipar os desfiles santistas em uma semana. A decisão deu tão certo que Santos optou por manter o cronograma antecipado. Isso permite que os carnavalescos locais também desçam a serra ou viajem até as terras cariocas para desfilar e prestigiar outras escolas. Essa mudança estratégica beneficiou o turismo, os artistas e reforçou ainda mais a força da cultura carnavalesca na região.