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Entenda como se forma a nuvem gigante e ‘incomum’ que parece um tsunami no céu

Fenômeno chamou atenção de banhistas em praia do litoral de SP
Nuvem rolo gigante cobrindo o céu da praia de Bertioga no litoral de São Paulo.

O coração de muitos banhistas parou por alguns segundos após o céu de Bertioga, no litoral de São Paulo, ser tomado por uma nuvem de formato incomum. As imagens que circulam nas redes sociais, registradas na praia da Riviera de São Lourenço, mostram uma formação extensa no horizonte, com aparência que lembra um tsunami.

O registro ocorreu durante a passagem de um sistema meteorológico no litoral paulista no último sábado (2). Segundo a Defesa Civil, o fenômeno é conhecido como nuvem de rolo (ou “volutus”), uma formação baixa, horizontal e em formato tubular, que pode dar a impressão de girar lentamente em torno do próprio eixo.

Como era de se esperar, o registro chamou a atenção de milhares de usuários nas redes sociais, que classificaram o fenômeno como “algo impressionante”. “É papo de apreciar ou de ter medo?”, escreveu um internauta. Outros chegaram a suspeitar que se tratava de uma imagem gerada por inteligência artificial (IA) – o que não foi o caso!

“A imagem impressiona até quem trabalha com isso, mas não é nada fora do comum na meteorologia”, afirmou o tenente Maxwel Souza, diretor de comunicação da Defesa Civil, em entrevista ao VTV da Gente.

Como acontece o fenômeno

Segundo o profissional, a nuvem de rolo está associada a uma frente de rajada ligada a uma tempestade.

“Esse fenômeno acontece por causa da chegada de uma frente fria associada ao calor que estava na região. Quando essas massas de ar se encontram, ocorre um deslocamento do ar frio sobre o ar quente, gerando movimentos de subida e descida. Nesse processo, a umidade presente na atmosfera se condensa rapidamente e forma essas nuvens mais extensas e horizontais, que chamam atenção pelo formato, mas fazem parte da dinâmica normal de uma tempestade em deslocamento”, explicou o tenente.

É sinal de perigo?

O fenômeno é considerado raro, mas não perigoso. “Essa nuvem mais assusta do que traz riscos potenciais, mas foi um prelúdio do que aconteceu no domingo. Tivemos embarcações que viraram em virtude do vento”. O tenente reforçou que, durante a passagem de frentes frias e tempestades, é comum a ocorrência de ventania.

Durante o episódio, foram registradas rajadas de vento entre 50 e 60 km/h, além de mudança na direção dos ventos na região. O fenômeno também pode estar associado à formação de nuvens do tipo prateleira (shelf cloud), típicas de sistemas de tempestade. O sistema também atingiu áreas próximas ao Rio de Janeiro.


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Autor

  • Renan da Paz

    Jornalista com três anos de experiência em comunicação multiplataforma, com atuação em televisão (apresentação, reportagem, produção, direção, roteirização e edição), assessoria de imprensa e produção de conteúdo para redes sociais. Atualmente, é produtor na VTV SBT e repórter web do VTV News.

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