Moradores de diferentes bairros de Guarujá, no litoral de São Paulo, enfrentam problemas históricos no abastecimento de água. Em Vicente de Carvalho, por exemplo, há relatos de pessoas que estão há cerca de seis dias com pouca ou nenhuma água nas torneiras. A situação também é registrada em outras áreas da cidade.
Segundo moradores ouvidos pela reportagem, o problema tem afetado tanto residências quanto estabelecimentos comerciais. Em alguns casos, a água chega em quantidade insuficiente para abastecer as caixas-d’água. Há relatos ainda de moradores que precisam ligar bombas para tentar garantir o abastecimento, mas nem sempre a estratégia resolve.
“É recorrente por esses dias todos. Se não ligar a bomba, não tem água. Quem não tem, não dá. Fica assim mesmo. De verdade”,
disse uma moradora.
Apesar da falta d’água ser um problema que costuma se agravar durante o verão, quando Guarujá recebe um número maior de visitantes e o consumo aumenta, moradores afirmam que a dificuldade continua mesmo fora da alta temporada.
O que diz a prefeitura
Em nota enviada nesta segunda-feira (10), a Prefeitura de Guarujá informou que a distribuição de água e o tratamento de esgoto são responsabilidades da Sabesp. O município afirmou que vem fazendo cobranças à companhia e criou um gabinete de crise para acompanhar as relações com a empresa durante o período de problemas no abastecimento.
A Prefeitura também informou que convocou a diretoria da Sabesp para uma reunião emergencial na última semana. Segundo o município, o encontro resultou em algumas providências imediatas adotadas para tentar reduzir os impactos provocados pela falta de água na cidade.

O que diz a Sabesp
Também em nota, a Sabesp informou que mantém 33 caminhões-pipa em operação no Guarujá. Juntos, os veículos têm capacidade para transportar 500 mil litros de água e, segundo a companhia, são utilizados para reduzir os efeitos da estiagem e reforçar o atendimento à população.
Nos locais em que os caminhões têm mais dificuldade de acesso, a empresa afirma ter instalado caixas-d’água comunitárias. A medida já foi adotada em Santa Cruz dos Navegantes, Areião e Perequê e também está prevista para o bairro Cachoeira, como alternativa para ampliar a disponibilidade de água nessas regiões.
Além das medidas emergenciais, a Sabesp afirmou que mantém obras estruturantes no município. Entre as intervenções citadas estão uma nova travessia subaquática e a implantação de novos reservatórios, que, de acordo com a companhia, devem ampliar a segurança e a capacidade do sistema de abastecimento de Guarujá.
A Sabesp orienta que os moradores que identificarem problemas registrem a ocorrência pelos canais oficiais da companhia. Segundo a empresa, o registro permite localizar cada caso, avaliar a situação e incluir a ocorrência na operação de atendimento. Os contatos informados são o telefone 0800 055 0195 e o WhatsApp (11) 3388-8000, além da Agência Virtual.