As tradicionais muretas da Ponta da Praia foram declaradas patrimônio cultural de Santos. A decisão ocorreu de forma unânime pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) na quinta-feira (27).
Com a aprovação, as muretas tornam-se o 61º bem protegido pela cidade e o primeiro a obter o reconhecimento duplo, contemplando tanto a dimensão material quanto a imaterial.

Fotos: Prefeitura de Santos
Patrimônio Material e Imaterial
A proteção de valor imaterial reconhece a estrutura como referência cultural ligada à memória, ao pertencimento e ao imaginário santista — status que extrapolou a arquitetura para estampar souvenirs, joias, obras de arte e tatuagens.
Já a proteção material é focada exclusivamente no trecho original remanescente localizado na Avenida Rei Pelé (antiga Saldanha da Gama), entre a Rua Carlos de Campos e a Praça Almirante Gago Coutinho.
A partir de agora, qualquer intervenção no trecho protegido dependerá de autorização prévia do Condepasa.

Origem das muretas
Projetadas no início da década de 1940 sob a coordenação do engenheiro Carlos Lang, as muretas integraram o conjunto de intervenções urbanísticas da terceira gestão do prefeito Antônio Gomide Ribeiro dos Santos (1941-1945).
O que nasceu como barreira de proteção para pedestres na orla transformou-se, ao longo das décadas, no principal ícone visual do município.