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Santos Carnaval 2026: Unidos dos Morros encerra desfiles com chave de ouro

Agremiação encerra os desfiles de 2026 com enredo sobre o jogo do bicho e a malandragem criativa

Duas noites intensas, entre choros, emoções à flor da pele e expectativas superadas: essa é a definição do Carnaval santista de 2026. Agora, para encerrar o espetáculo, a Unidos dos Morros entra no sambódromo para apresentar ao público as nuances das apostas e do famoso “jeitinho brasileiro”.

O enredo “O Bicho Nosso de Cada Dia… Um Jeitinho Brasileiro de Sonhar” entra com tudo na Passarela, que estremece e carrega a emoção de mais um ano concluído com sucesso.

A Unidos dos Morros traz uma proposta diferente, narrando a trajetória do jogo do bicho entrelaçada à história do Brasil.

“Vamos falar sobre a habilidade do brasileiro em lidar com adversidades, abordando sonhos, fé e o hábito de apostar. A escola está motivadíssima; o título é um desejo familiar e acreditamos muito nessa conquista. O samba já está na boca do povo; agora é ir para a avenida e elevar o sarrafo do Carnaval”, explicou o carnavalesco da agremiação, Igor Carneiro.

Tudo sobre a Unidos dos Morros

  • Nome: Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Unidos dos Morros
  • Fundação: 28 de janeiro de 1978
  • Bairro: Morro da Nova Cintra
  • Destaques: 5x Campeã do Grupo Especial (2014, 2016, 2020, 2023 e 2024). 2x Campeã do Grupo de Acesso (1982 e 1992)
  • Enredo: “O Bicho Nosso de Cada Dia…. Um Jeitinho Brasileiro de Sonhar”
  • Intérpretes: Ito Melodia
  • Componentes: 1800 componentes
  • Alas: 13 alas
  • Alegorias: 3 alegorias

Conheça o samba-enredo

Raiou um novo dia, adeus monarquia!

Oh! Liberdade, abre as asas sobre nós

Com esperteza, malandragem

O Brasil da sacanagem

Viu um Barão imaginar uma Paris Tropical

Surge a grande sacada, no zoológico um sorteio, uma jogada

Abre a jaula e solta o bicho,

Ganha a rua e vira vício, paixão nacional

Aqui tudo vira palpite: é dezena, é centena ou milhar

Chegou a hora de apostar

Sonhei, joguei…meu palpite tá mantido

Só vale o que tá escrito, nesse grupo do talão, Eu vou até a igreja ou à macumba

Saravá tira uruca, zebra que não pode dar

BIS

Nas artes, cinemas, teatros,

Canções e poemas que a vida inspirou

Nas ruas, vielas, botecos, favelas

Que bicho que deu?

Na terra que tudo dá samba

Bicheiro virou gente bamba

Maneco, o gênio do jogo do meu carnaval

Nem todo tigre é real, não caia nessa ilusão

Se é ilegal ou legal

O que é certo, afinal?

A sorte sorriu, pode acreditar

O Morro chegou, é o povo a cantar

A banca é forte, você pode botar fé Não tem águia, não tem cobra

Na cabeça é jacaré!!


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Autor

  • Beatriz Santos

    Jornalista formada pela Universidade Santa Cecília em 2024. Atua com produção de conteúdo, redação e assessoria de imprensa.

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