A retirada definitiva dos orelhões das ruas brasileiras teve início neste mês, marcando o fim de uma era da telefonia pública no país.
Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Campinas ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de cidades com maior número de aparelhos ainda instalados, totalizando 467 unidades. À frente estão São Paulo, com 4.757 telefones públicos, e Londrina (PR), com 519.
A desativação ocorre após o encerramento, no ano passado, das concessões do serviço de telefonia fixa de cinco operadoras: Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica. Com isso, essas empresas deixam de ter obrigação legal de manter os equipamentos nas ruas.
Atualmente, existem 38 mil cabines telefônicas no Brasil, das quais cerca de 33 mil seguem em funcionamento, segundo a agência reguladora.

Cabines serão removidas na Região Bragantina
Além de Campinas, diversos municípios da Região Bragantina estão incluídos no plano de remoção da Telefônica. Serão retirados os seguintes números de aparelhos:
- Atibaia: 108
- Bragança Paulista: 92
- Amparo: 50
- Nazaré Paulista: 23
- Piracaia: 19
- Águas de Lindoia: 19
- Bom Jesus dos Perdões: 18
- Pinhalzinho: 16
As estruturas serão desinstaladas gradualmente, conforme cronograma definido pela Anatel. O processo teve início com a retirada de carcaças e equipamentos desativados, que se acumulavam em várias cidades e não tinham mais utilidade prática.
O que será mantido e o que muda
A agência definiu que os orelhões só continuarão operando em localidades sem cobertura de rede celular, condição considerada excepcional e válida apenas até 2028. Fora dessas áreas, todos os aparelhos serão removidos.
Como contrapartida pela desativação da infraestrutura física, as operadoras devem agora redirecionar seus investimentos para a expansão da banda larga e da telefonia móvel, tecnologias predominantes no atual modelo de comunicação nacional.
Nos últimos anos, o processo de retirada já vinha sendo implementado de forma progressiva. Em 2020, o Brasil ainda contava com cerca de 202 mil orelhões espalhados pelas ruas — número que despencou diante do avanço dos aplicativos, redes móveis e serviços digitais.