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Acusado de extorsão, delegado de Indaiatuba é condenado a 29 anos de prisão

Delegado José Clésio Silva de Oliveira Filho, apontado como líder do grupo, recebeu a maior condenação
Acusado de extorsão, delegado de Indaiatuba é condenado a 29 anos de prisão

A Justiça condenou os investigados na Operação Chicago, que desarticulou uma organização criminosa formada por policiais civis, guardas municipais, servidores públicos e advogados que atuavam de forma irregular na Delegacia de Indaiatuba (SP). Segundo as investigações, o grupo comandava um esquema de extorsão contra empresários locais.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com base em denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), as penas aplicadas aos réus ultrapassam, em alguns casos, 20 anos de reclusão, em regime fechado. O delegado José Clésio Silva de Oliveira Filho, apontado como líder do grupo, recebeu a maior condenação, mais de 29 anos de prisão.

Além das penas de prisão, os réus perderam seus cargos públicos e deverão indenizar as vítimas em mais de R$ 600 mil, além de pagar R$ 10 milhões por dano moral coletivo ao Fundo do Estado de São Paulo.

A sentença também determinou que os valores obtidos com a alienação antecipada dos bens bloqueados dos réus sejam utilizados para ressarcir os prejuízos causados às vítimas e à coletividade. O juiz responsável pelo caso destacou que as condutas dos condenados abalaram a credibilidade da Polícia Civil.

Tanto o MP-SP quanto as defesas dos réus ainda podem recorrer da decisão.

Relembre o caso

A Operação Chicago desarticulou uma organização criminosa composta por policiais civis, guardas municipais, servidores públicos, advogados e particulares que atuavam ilegalmente na Delegacia de Indaiatuba. O grupo praticava extorsões contra empresários da cidade, realizando incursões policiais sem autorização judicial, durante as quais apreendia mercadorias de empresas legítimas sob falsas alegações de crime.

Posteriormente, exigia altas quantias em dinheiro das vítimas para evitar supostas prisões. O esquema contava com a intermediação de advogados, que, em vez de defender seus clientes, colaboravam com a prática criminosa dos servidores públicos.


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Autor

  • Camila Borges dos Santos

    Jornalista formada pela Universidade Paulista em 2023, com experiência em apuração, produção de pautas, apresentação e cobertura de matérias jornalísticas em diferentes formatos.

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