Mesmo sem casos recentes confirmados, Campinas acendeu o sinal de atenção para o sarampo. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) emitiu um alerta aos profissionais da rede pública e privada para reforçar a suspeita clínica, a notificação imediata e as medidas de prevenção, diante do avanço da doença em outros países e do risco de registros importados no Brasil.
O último caso na cidade foi confirmado em 2019, mas o cenário internacional preocupa. Surtos recentes nos Estados Unidos, Canadá e México motivaram um alerta epidemiológico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), aumentando a vigilância em municípios com grande fluxo de viajantes, como é o caso de Campinas.
Detecção precoce é fundamental
O sarampo é altamente contagioso e transmitido por secreções respiratórias, como tosse, espirro ou fala. Por isso, identificar rapidamente casos suspeitos e adotar medidas imediatas é considerado essencial para evitar surtos.
Entre as ações recomendadas estão o isolamento do paciente, a identificação e vacinação de contatos suscetíveis, a coleta de amostras para análise e a comunicação imediata à Vigilância em Saúde.
Vacinação é a principal proteção
A vacina tríplice viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continua sendo a principal ferramenta de prevenção. Em 2025, Campinas registrou cobertura de 98,91% na primeira dose e 92,16% na segunda dose.
Nos últimos dez anos, a cidade teve 172 casos confirmados em 2019, 35 em 2020 e um novo registro isolado no mesmo período.
Em fevereiro, a prefeitura promoveu uma ação especial de vacinação contra sarampo e febre amarela em supermercados, terminais de ônibus e Centros de Saúde. Atualmente, as doses estão disponíveis durante todo o ano nos 69 centros de saúde do município, sem necessidade de agendamento.
A vacina é aplicada em duas doses para crianças de 12 a 15 meses. Já no caso de pessoas que nunca foram imunizadas, é necessário tomar duas doses até os 29 anos ou uma dose entre 30 e 59 anos.
Mesmo sem registros recentes, manter a carteira de vacinação atualizada é a melhor forma de impedir que o vírus volte a circular na cidade.
Por que Campinas entrou em alerta?
O município reúne fatores considerados estratégicos para a circulação de vírus respiratórios: o Aeroporto Internacional de Viracopos, a ampla malha rodoviária, o grande número de empresas e universidades, além do período de retorno das férias, do Carnaval e do início do ano letivo.