Em 21 operações de fiscalização realizadas pela Emdec, no mês de março, foram feitos 4.172 testes com etilômetros passivos, que resultaram em 152 autuações. As operações integradas envolveram a Guarda Municipal (GM) e a Polícia Militar (PM).
Do total de operações, oito foram focadas na identificação da alcoolemia, as chamadas “Operações pela Vida”.
As abordagens com etilômetros resultaram em 148 autuações por recusa ao teste e quatro por direção sob influência de álcool, quando o bafômetro apresentou resultado positivo. Foram autuados dois homens, em carro e moto, e duas mulheres, em automóveis. Um dos casos foi configurado como crime, já que a medição apontou 0,76 mg/L de álcool. O condutor foi encaminhado ao Distrito Policial.
Homens lideram recusa ao bafômetro
Quando se trata de recusa ao bafômetro, os homens lideram, representando 85% do total. Desses, 105 estavam conduzindo carros e 22, motocicletas.
Já as mulheres correspondem a 15% do total de recusas, 21 delas estavam na direção de automóveis e uma pilotava motocicleta.
Das infrações, 69% foram aplicadas em veículos emplacados em Campinas, o equivalente a 105 casos. Automóveis de outras 22 cidades e cinco estados também foram autuados nas operações de fiscalização.
As 148 recusas registradas nas oito blitze do último mês representam aumento de 72% em relação às blitze realizadas em fevereiro, quando 86 pessoas se recusaram a fazer os testes.

Condutas de risco
Foram identificadas 987 condutas de risco nas blitze realizadas no último mês. As motocicletas estiveram envolvidas em 519 casos, o que representa 52,6%. Outras 449 (45,5%) autuações envolveram automóveis.
Entre as situações, uma moto Honda CG apresentava R$ 9,7 mil em débitos de infrações de trânsito e continuava circulando, colocando em risco os demais usuários das vias.
Ao longo deste trimestre de 2026, foram realizadas 71 blitze e identificadas quase 2,4 mil condutas de risco, 358 (15%) delas por recusa aos testes com bafômetro.
Foram removidos ao Pátio Municipal 203 veículos, sendo que 64,5% (131) eram motocicletas. Entre as remoções, 28 veículos apresentavam irregularidades nos escapamentos.
Veja quais foram as principais condutas de risco:
- Recusar testes de alcoolemia: 148 infrações – 15%.
- Licenciamento irregular: 136 infrações – 13,8%.
- Escapamento defeituoso, ineficiente, inoperante, sem silenciador: 107 infrações – 10,8%.
- Pneu liso/“careca” (mau estado de conservação): 65 infrações – 6,6%.
- Condutor sem habilitação: 64 infrações – 6,5%.
- Sistema de iluminação alterado: 64 infrações – 6,5%.
- Condutor sem cinto de segurança: 39 infrações – 3,9%.
- Permitir posse/condução do veículo a pessoa sem CNH: 38 infrações – 3,8%.
- Placa em desacordo com as normas Contran: 31 infrações – 3,1%.
- Placa sem legibilidade: 31 infrações – 3,1%.
- Transpor bloqueio viário policial / blitz: 30 infrações – 3%.
- Ausência de equipamento obrigatório: 29 infrações – 2,9%.
Multa por embriaguez ao volante pode chegar a R$ 3 mil
Tanto a recusa quanto a direção sob influência de álcool são consideradas infrações gravíssimas. A multa pode chegar a R$ 2.934,70, com recolhimento e suspensão da habilitação por 12 meses.
Se o teor alcoólico constatado no teste for igual ou superior a 0,34 mg/L, o condutor responderá por crime de trânsito, com detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.
Entre as 73 vidas perdidas em vias urbanas em 2025, considerando a nova metodologia adotada pela Emdec, 43 casos foram analisados, e o álcool associado à direção foi o fator de risco que mais matou, superando o excesso de velocidade. Foram 15 sinistros fatais, o equivalente a 35% do total de casos analisados.