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Janeiro tem menor índice de mortes no trânsito desde 2021 em Campinas

Janeiro de 2026 registra seis mortes no trânsito e cidade passa a adotar critério de sobrevida de até 30 dias na contabilização dos óbitos
mortes no trânsito campinas

Campinou fechou o primeiro mês deste ano com o menor número de vidas perdidas desde 2021, quando foram registrados cinco óbitos, tanto em vias urbanas quanto em rodovias. Em janeiro de 2026 houve o registro de uma morte na malha urbana e cinco nas rodovias.

Os dados preliminares constam no Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito, divulgado mensalmente pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). A partir deste ano, Campinas adota o critério de tempo de sobrevida de até 30 dias para contabilização das mortes no trânsito. A nova metodologia também foi aplicada à série histórica comparativa do boletim, referente ao período de 2023 a 2025.

Confira o histórico de mortes no trânsito registradas nos meses de janeiro:

  • 2021: 3 vias urbanas / 2 rodovias = 5 óbitos.
  • 2022: 2 vias urbanas / 6 rodovias = 8 óbitos.
  • 2023: 5 vias urbanas / 4 rodovias = 9 óbitos.
  • 2024: 3 vias urbanas / 5 rodovias = 8 óbitos.
  • 2025: 8 vias urbanas / 6 rodovias = 14 óbitos.
  • 2026: 1 via urbana / 5 rodovias = 6 óbitos.

Nas vias urbanas, foram nove vidas salvas na comparação com o mês de dezembro, que registrou 10 óbitos – queda de 90%. E sete vidas salvas na comparação com janeiro de 2025, quando houve oito mortes no trânsito – queda de 88%.

O primeiro registro de morte no trânsito de 2026 envolve o usuário mais frágil: trata-se de um atropelamento de pedestre ocorrido na rua José Paulino, na altura da rua Costa Aguiar, no dia 10 de janeiro. Neste caso, a análise das causas do sinistro identificou o comportamento do pedestre como fator de risco.

Símbolo dos esforços permanentes realizados para salvar vidas no trânsito, o tripé Fiscalização, Educação para Mobilidade e Engenharia de Tráfego contabilizou, em janeiro, as seguintes ações:

  • 23 operações integradas: 712 condutas de risco identificadas; 4 ‘Operações pela Vida’: 1,2 mil testes de alcoolemia e 82 autuações.
  • 17,3 mil m² de sinalização horizontal (solo), 694 placas implantadas e 45 rampas de acessibilidade executadas.
  • 10 ações educativas e 1,6 mil pessoas impactadas.

Mortes no trânsito: vias urbanas e rodovias

Na soma de vias urbanas e rodovias, em janeiro deste ano foram 17 óbitos a menos na comparação com o mês de dezembro, que registrou 23 vidas perdidas (queda de 74%). E oito mortes a menos em relação ao mês de janeiro de 2025, quando 14 pessoas morreram em vias urbanas e rodovias (queda de 57%). Na soma das ocorrências da malha urbana e rodoviária de Campinas estão quatro motociclistas, um pedestre e um ocupante de demais veículos.

Dados atualizados do fechamento de 2025 apontam para 143 vidas perdidas no trânsito, sendo 73 óbitos no trânsito nas vias urbanas, 68 nas rodovias e em dois casos não foi possível identificar o local da ocorrência. O número é 4,9% menor do que as 150 mortes registradas em 2024. Considerando o novo critério de análise, são sete vidas salvas.

Mudança metodológica

campinas mortes no trânsito
Divulgação/Emdec

Desde janeiro de 2026, a cidade passou a considerar como vítima fatal no trânsito aquelas que falecem em até 30 dias após o acidente. O parâmetro de cálculo do tempo de sobrevida está alinhado às normas nacionais e padrões internacionais adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Ministério da Saúde (Programa Vida no Trânsito). Também é utilizado pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), ferramenta oficial adotada no Estado de São Paulo, vinculado ao Detran-SP. Até o ano de 2025, a Emdec utilizava um parâmetro distinto do amplamente adotado, que considerava óbitos até 180 dias após a ocorrência.

A readequação permite comparações mais realistas com as estatísticas já consolidadas utilizadas em outros municípios. Quando se considera, por exemplo, a taxa de mortalidade de cidades paulistas com mais de 400 mil habitantes, Campinas ocupa a sexta posição, com 13,15 óbitos a cada 100 mil habitantes, usando a metodologia que leva em conta os 180 dias após o sinistro. Com a mudança metodológica, passa a ocupar a 10ª posição, com 12,65 óbitos a cada 100 mil habitantes. O Boletim Mensal Informativo de Óbitos no Trânsito está disponível no site da Emdec, na seção “Cadernos de Acidentalidade”.


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Autor

  • Rayssa de Souza

    Estudante de Jornalismo com previsão de conclusão do curso em 2026. Atualmente, desenvolve iniciação científica na área de comunicação e direitos humanos, com ênfase na violência contra jornalistas brasileiros durante o governo Bolsonaro. Como estagiária no portal, alia o aprendizado acadêmico à prática do jornalismo digital, sempre com olhar atento para temas sociais e de relevância pública.

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