A tempestade que atingiu Campinas nesta segunda-feira (22) causou quedas de árvores, alagamentos em vias e imóveis, destelhamentos, danos a equipamentos públicos e interrupções em serviços de saúde.
Segundo a prefeitura de Campinas, o volume acumulado chegou a 55,6 milímetros, com maior concentração no distrito de Barão Geraldo. Ventos de até 74 km/h foram registrados no Aeroporto de Viracopos às 14h.
Ao todo, 50 árvores tombaram e cinco galhos se desprenderam em diferentes regiões da cidade — sete delas caíram sobre a rede elétrica. A distribuição dos casos foi a seguinte:
- Região Norte (16)
- Leste (11)
- Sudoeste (8)
- Noroeste (8)
- Sul (7)
Galhos caídos também foram registrados nas regiões Norte, Leste e Noroeste. Até a noite de ontem, havia ainda sete árvores com risco iminente de queda.
Doze equipes da Secretaria de Serviços Públicos atuaram ao longo do dia na remoção dos troncos e liberação das vias. Durante a noite, equipes de plantão mantiveram o serviço.
Segundo o município, quedas de árvores durante tempestades não se relacionam diretamente com pedidos anteriores de poda ou remoção, uma vez que ventos fortes podem derrubar exemplares mesmo saudáveis. As extrações seguem critérios técnicos e laudos prévios.

Trânsito afetado e operação especial no BRT
As chuvas também causaram alagamentos em vias importantes, exigindo medidas emergenciais da Emdec. A Estação BRT Piracicaba, no Corredor Ouro Verde, foi desativada temporariamente. O embarque e desembarque de passageiros está sendo feito no nível da via. Uma faixa reversível foi ativada no Bosque das 14h às 16h de ontem.
Desde a madrugada, 50 agentes monitoram os principais pontos da cidade, acionando painéis eletrônicos e coordenando bloqueios. Houve falhas semafóricas pontuais devido à queda de energia. A CPFL foi acionada para as correções, enquanto agentes assumiram o controle manual em cruzamentos de grande fluxo, como na avenida John Boyd Dunlop.
Impacto na rede de saúde
Os serviços da Rede Mário Gatti foram comprometidos. Na UPA São José, exames de Raio X foram suspensos por conta de goteiras. No Hospital Mário Gattinho, 11 leitos e três consultórios foram interditados, e parte do atendimento foi remanejada para salas improvisadas. A brinquedoteca, por exemplo, passou a funcionar como observação do pronto-socorro infantil.
No Hospital Mário Gatti, quatro leitos e um consultório foram interditados após danos no teto. Apesar das restrições, o atendimento segue normalizado com apoio das equipes de manutenção e limpeza. Está em curso a reforma do telhado da unidade, abrangendo 2.230 m². A substituição das telhas começa ainda nesta semana, após a retirada de 1,2 mil placas solares instaladas em parceria com o Programa CPFL nos Hospitais.
Centros de Saúde e CAPS
Unidades de saúde como Orosimbo Maia, Joaquim Egídio e Jardim São Vicente também foram afetadas por infiltrações, especialmente nas salas de vacinação, mas não houve perda de imunizantes. CAPS como Roda Viva, Santa Odila e outros registraram entrada de água, mantendo os atendimentos.
As unidades Rossin, Vicente Pisani Neto, Santa Rosa e Satélite Íris I sofreram queda de energia e operam com lentidão nos sistemas internos.
Escolas com árvores caídas
Duas escolas da rede municipal tiveram árvores derrubadas: os CEIs Ferreira da Costa (Jardim Santa Lúcia) e Margarida Maria Alves (Parque Vila União). As aulas não foram interrompidas e a remoção dos galhos será feita pela equipe da Secretaria de Educação.