Com mais de 15 mil unidades vendidas em junho, totalizando 86 mil no semestre e crescimento na venda em 9,5% ao se comparar com o mesmo período em 2024, a venda de carros elétricos está acelerada no País. Além disso, segundo pesquisa apoiada pela ONU, a produção de veículos elétricos pode dobrar o número de empregos no Brasil até 2050.
Mais silenciosos, modernos e sustentáveis, os carros elétricos caíram no gosto da população e vêm se tornando em apostas mais certeiras devido ao custo mais baixo.
“Hoje em dia para as pessoas que usam carros elétricos, que você tem o uso urbano ou até intermunicipal, ao redor daqui, que você tem um gasto, que não é difícil hoje, de R$ 1.500 a R$ 2 mil de combustível, se você pensar em anual, ou seja, vezes 12, você vai ter R$ 18 mil ou R$ 24 mil despendendo dinheiro para abastecer seu carro a combustão, seu carro térmico. Para quem tem carro elétrico isso entra como economia”, afirma André Scinocca, operador do Grupo BYD DAHRUJ.
A criação de novas vagas de emprego, segundo o estudo da ONU, que teve apoio da USP, seria impulsionada pelo crescimento das vendas desses automóveis e pela expansão da indústria de baterias automotivas, de acordo com o estudo realizado pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo. O principal potencial de crescimento está nos Serviços, que inclui técnicos, engenharia, logística e comércio.
“Esse movimento de eletrificação começou na China, está se espalhando pelo mundo e também, ao contrário do que a mídia mostra, no digital, você percebe que todas as montadoras estão correndo para a eletrificação”, conclui Scinocca.
O presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, Ricardo Bastos, diz que o Brasil precisa aproveitar o perfil do consumidor, que gosta de inovação, e as políticas públicas.

“Que a gente também tem experimentado programas como Mover, redução do imposto de importação para você criar o primeiro mercado com o veículo importado. E a partir desse ano a gente tem o início da produção de várias fábricas aqui no Brasil, algumas fábricas importantes, inclusive montadoras chinesas, que vão começar a produzir veículos no Brasil”.