O adolescente de 17 anos suspeito de envolvimento no assassinato de Nicolly Fernanda Pogere, de 15, entrou em contato com o pai após o crime vir à tona. Em mensagens trocadas após a repercussão do caso, o jovem afirmou estar em segurança, negou participação no homicídio e alegou estar sendo ameaçado por supostos integrantes de facções de São Paulo.
“Estou bem, não fiz nada, eu juro. Tem uns caras de São Paulo me mandando mensagem, falando que vão me matar. Por isso, fugi”, escreveu o jovem. O pai respondeu pedindo que ele se entregasse. “Filho, se não fez nada, vem para casa. Se apresenta na delegacia”, orientou.

Casa vandalizada e detalhes do caso
Imagens enviadas à VTV mostram que durante o período de fuga a residência do suspeito foi vandalizada. Na fachada, foi pichada a frase “vai morre” [sic].

Nicolly Fernanda foi localizada já sem vida e apresentava lesões descritas pelos investigadores como “sinais evidentes de violência extrema”. Segundo a Polícia Civil, a vítima tinha trauma cranioencefálico, múltiplas perfurações por arma branca e cortes profundos no abdômen. O corpo também estava parcialmente esquartejado — faltavam os membros superiores e inferiores.
A adolescente foi encontrada envolta em lençóis e lona, submersa em uma lagoa da região. Dentro dos lençóis, havia pedras, supostamente utilizadas para manter o corpo no fundo da água, o que indica tentativa de ocultação do cadáver. Familiares fizeram o reconhecimento ainda no local. Ela estava desaparecida desde o início da semana.
Outra adolescente também é investigada
Além do rapaz foragido, uma adolescente de 14 anos é apontada como suspeita. Segundo o delegado José Regino, responsável pelo inquérito no 2º Distrito Policial de Hortolândia, a sigla “PCC” estava escrita nas costas da garota. Apesar disso, o delegado afirmou que a inscrição pode ter sido usada como forma de despistar a real motivação do crime.
A Polícia Civil confirmou que os dois adolescentes investigados pelo assassinato da jovem Nicolly de 15 anos foram localizados e apreendidos neste domingo (20), em Cornélio Procópio (PR). A ação se deu após operação conjunta entre as Polícias Civis de São Paulo e do Paraná. A ação interestadual deu cumprimento ao mandado de busca e apreensão expedido pela Vara da Infância e Juventude de Hortolândia.
A equipe de investigação da Delegacia de Hortolândia, sob comando dos delegados José Regino Melo Lages Filho e João Jorge Ferreira da Silva, identificou o paradeiro dos adolescentes após trabalho de inteligência que apontou a fuga para o interior do Paraná. A avó materna de um dos envolvidos, foi identificada como responsável por oferecer abrigo e colaborar com a ocultação dos suspeitos.