O Centro Cultural Louis Braille, localizado no Jardim Proença, em Campinas, atende pessoas com deficiência visual desde 1969 e realiza a campanha “Transformando Vidas, Revitalizando Histórias” para concluir as obras de revitalização do espaço. A organização sem fins lucrativos enfrenta limitações financeiras para custear a reforma.
Para viabilizar a finalização dos trabalhos, o local abriu uma vaquinha online, já que atualmente conta apenas com a doação de 40 galões de tinta de 20 litros. Segundo a instituição, ainda faltam itens como portões, esquadrias e outros materiais necessários para concluir a obra.
As limitações financeiras tornam a vaquinha essencial para garantir a continuidade da obra, a aquisição de materiais e a contratação de serviços. A campanha também envolve apoio de mão de obra voluntária, suporte técnico e divulgação.
“A revitalização externa foi motivada pela necessidade urgente de melhorar a aparência e as condições do espaço, que, ao longo do tempo, passou a transmitir a imagem de abandono. Essa situação impactou não apenas a percepção da comunidade, mas também a autoestima dos atendidos e o sentimento de pertencimento. As melhorias incluem pintura da fachada, recuperação de muros e organização da área externa e adequações que tornem o ambiente mais acolhedor, seguro e digno para todos”, afirma Elaine Cristina Montagnani de Oliveira, coordenadora geral do Centro Cultural Louis Braille.
Segundo a coordenação geral, as doações já recebidas representam um passo importante para dar sequência às etapas da obra e garantir sua execução. “ No entanto, muitos desses materiais possuem prazo de validade ou condições específicas de armazenamento. Caso não sejam utilizados a tempo, podem ser perdidos, gerando desperdício e comprometendo o andamento da obra”, complementa.
O espaço também mantém atividades voltadas ao público de todas as idades, da infância à fase adulta, e oferece oportunidades de aprendizado do código Braille, softwares de voz e outras ferramentas de acessibilidade para quem não possui deficiência visual. Além disso, a instituição promove palestras em escolas, ministradas por voluntários ou usuários atendidos e voluntários.
Um exemplo é Robson Real Ribeiro da Cruz, de 47 anos, que diz ter tido a vida transformada pelo Centro Cultural.“ Minha vida estava parada. Eu só ficava dentro de casa. Com o que é oferecido no instituto, hoje consigo pegar um carro de aplicativo. No instituto teve gincanas que participei, algo que pensei que nunca ia participar. Estava sem me comunicar e aprendi a mexer em aplicativo de mensagem e atender ligação lá no Centro”, relata.
Com a instituição, Robson declara que graças à instituição consegue ter sua dependência, mas declara que a instituição abre um leque de oportunidades e mostra que o mundo não acabou “ Acredito que com a reforma vai melhorar nossa acessibilidade e nossa comunicação dentro do local, comenta.
Serviço – Campanha “Transformando Vidas, Revitalizando Histórias”
Chave Pix: [email protected]
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