O caso em que escorpião mata menino em Conchal aumentou o medo entre moradores e levantou questionamentos sobre atendimento médico e controle desses animais no município. A morte da criança de 3 anos ocorreu após uma picada na noite de terça-feira (31), enquanto ela brincava no quintal de casa.
O menino, Bernardo de Lima Mendes, recebeu atendimento inicial na cidade, mas não resistiu após agravamento do quadro clínico.
Família relata demora no atendimento
Segundo o pai, Paulo Mendes, o hospital não tinha soro antiescorpiônico disponível no momento do atendimento. Além disso, ele afirma que a equipe informou que só solicitariam o medicamento após avaliação clínica.
Enquanto aguardava, o menino apresentou sintomas como vômito, suor excessivo e dores intensas. Diante disso, a família passou a questionar a condução do atendimento e a resposta da equipe.
Transferência ocorreu após piora do quadro
Com a evolução dos sintomas, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou a transferência para a Santa Casa de Araras. No entanto, durante o trajeto, a criança sofreu uma parada cardíaca.
Na unidade de destino, a equipe médica aplicou o soro e iniciou manobras de reanimação. Ainda assim, o menino não resistiu. Segundo os familiares, ele sofreu uma segunda parada cardíaca antes da confirmação da morte, na manhã de quarta-feira (1º).
Polícia investiga possível negligência
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso. A apuração deve analisar o tempo de atendimento, os procedimentos adotados e a estrutura disponível na unidade de saúde.
Por outro lado, a Prefeitura de Conchal informou que o hospital municipal não é referência para armazenamento e aplicação de soros antiveneno. A administração não comentou a suposta demora no atendimento.
Moradores relatam medo após caso
Depois do episódio em que escorpião mata menino em Conchal, moradores passaram a relatar aumento da preocupação com a presença desses animais. Em alguns bairros, famílias afirmam que o aparecimento de escorpiões é frequente.
Por isso, muitos passaram a adotar medidas por conta própria, como vedação de ralos e eliminação de entulhos. Em alguns casos, moradores até criam galinhas como forma de tentar reduzir a presença dos animais.
Além disso, a população cobra ações mais efetivas do poder público para controle e prevenção.
Alerta sobre atendimento em casos de picada
O caso reforça a importância de protocolos rápidos em situações envolvendo crianças. Especialistas orientam que vítimas dessa faixa etária sejam encaminhadas imediatamente para unidades com soro disponível.
O corpo do menino foi enterrado na manhã de quarta-feira (1º), em Conchal.
Em caso de picada de escorpião, procure atendimento médico imediato, principalmente para crianças. Priorize unidades de referência com soro antiveneno. Para prevenção, mantenha quintais limpos, elimine entulhos, vede ralos e frestas e evite acúmulo de materiais.