O Grupo de Ações Preventivas Ambientais (GAPA), da Guarda Civil Municipal de Vinhedo, realizou nesta segunda-feira (22) o resgate de um filhote de veado encontrado em via pública no município de Vinhedo.
Segundo a prefeitura, o animal não apresentava ferimentos aparentes e estava em boas condições de saúde, sem indícios de maus-tratos ou debilidade. Ainda assim, a presença do filhote em área urbana demandou atuação imediata para preservar a integridade do animal e evitar riscos à segurança. Após a captura, o veado foi encaminhado à Mata Ciliar, espaço considerado adequado para alimentação, monitoramento e adaptação ao ambiente natural.
Segundo o Capitão Ventrone da Polícia Militar ambiental, encontro com esses animais não são tão comuns na região e por isso não viram alvos fáceis de caça se comparados com anta, cateto, javali e paca:
“O caçador é um individuo que ainda mantém uma cultura do passado, de consumo de animais silvestres. Geralmente, eles abatem os animais que encontram pela frente, o que é diferente do manejo de fauna invasora”, explicou.

Espécies regionais
Apesar dos encontros serem esporádicos e pouco corriqueiro no dia-a-dia, esses animais são relativamente comuns no estado de São Paulo, especialmente em áreas remanescentes de Mata Atlântica. Segundo o Guia Ilustrado de Cervídeos Brasileiros, uma das espécies ocupa regiões da Floresta Atlântica, a segunda maior floresta tropical do Brasil, incluindo áreas de Floresta Ombrófila Densa próximas ao litoral. De hábitos predominantemente noturnos, o animal é classificado como “Vulnerável” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Possui porte intermediário quando comparado a Mazama nana e Mazama americana, com peso médio em torno de 25 quilos e altura do dorso entre 50 e 62 centímetros, sendo considerado o maior mamífero endêmico da Mata Atlântica. Os machos apresentam chifres simples, em formato de espeto.
Outra espécie comum ocorre em florestas tropicais e subtropicais da América do Sul, com preferência por áreas de floresta estacional semidecidual, floresta ombrófila mista e floresta ombrófila densa. Também de hábitos majoritariamente noturnos, ela é classificada pela IUCN como de “dados insuficientes”. Trata-se da maior espécie do gênero Mazama, com peso que pode variar entre 12 e 65 quilos e altura do dorso entre 58 e 80 centímetros.
Assim como na outra espécie, os machos possuem chifres simples, em forma de espeto. O guia ressalta ainda que revisões taxonômicas em andamento apontam Mazama americana como um complexo de espécies crípticas. Diante da semelhança morfológica, o sinônimo recentemente elevado à espécie, Mazama rufa, ainda é tratado dentro do complexo M. americana.
