Um guarda municipal de Indaiatuba (SP) foi preso na manhã desta terça-feira (7) durante uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo contra uma quadrilha especializada em extorsão mediante sequestro. Além dele, outros suspeitos também foram alvo da ação.
Investigação começou após sequestro
A investigação começou em fevereiro de 2025, após o sequestro do influenciador e operador de criptomoedas Gabriel Spalone, na capital paulista. Segundo os investigadores, o caso envolve uma disputa financeira após o bloqueio de movimentações milionárias.
Nesse contexto, o grupo teria pressionado a vítima para recuperar valores ligados a transações com criptomoedas. Ao todo, a disputa envolve cerca de R$ 70,8 milhões.
Além disso, Spalone responde na Justiça por suspeita de participação em um esquema de desvio de mais de R$ 146 milhões via PIX.
Crime foi planejado e executado em São Paulo
O sequestro aconteceu em um shopping da Zona Sul de São Paulo. Na ocasião, criminosos abordaram a vítima e, em seguida, a levaram para um cativeiro em um sítio na cidade de Santa Isabel.
Durante o período em que permaneceu sob domínio do grupo, o influenciador sofreu agressões e ameaças. Os suspeitos exigiram senhas bancárias e acesso aos dispositivos pessoais.
No entanto, a vítima conseguiu enviar mensagens para a namorada, que acionou a polícia. Por isso, os agentes localizaram o cativeiro e realizaram o resgate.
Nova fase da operação amplia investigações
Agora, nesta nova fase, as autoridades cumprem mandados de prisão temporária e de busca em diferentes regiões. As ações ocorrem na capital paulista, na Grande São Paulo, em Campinas, Sorocaba e também no Rio Grande do Norte.
Ao todo, 54 policiais civis participam da operação, com apoio de equipes especializadas e do Gaeco. Até o momento, quatro pessoas foram presas.
Além disso, a Justiça autorizou as detenções por 30 dias para garantir o avanço das investigações.
Grupo utilizava estratégia para ocultar valores
Durante a operação, os agentes apreenderam veículos de luxo, como um Porsche, uma picape e uma motocicleta. Também recolheram celulares, notebook e equipamentos usados para movimentação de dinheiro.
Segundo a investigação, o grupo simulava a venda de um site de apostas para justificar transferências financeiras. Ao mesmo tempo, os suspeitos coagiam a vítima a fornecer dados bancários.
Além disso, mensagens encontradas nos aparelhos indicam que os criminosos monitoraram a vítima antes do sequestro e planejaram toda a ação com antecedência.
Os investigadores também apuram possíveis ligações dos envolvidos com o crime organizado.
Prefeitura afasta agente
Em nota, a Prefeitura de Indaiatuba informou que iniciou medidas administrativas após tomar conhecimento do caso. Dessa forma, a administração solicitou o afastamento do agente por 60 dias.
Além disso, o município afirmou que vai colaborar com as autoridades durante as investigações.