Indaiatuba iniciou a entrega de sensores de monitorização contínua da glicose para crianças com diabetes tipo 1. A medida integra o programa municipal criado para ampliar o acompanhamento da doença e segue critérios clínicos definidos pela Secretaria de Saúde.
Indaiatuba começa a distribuir sensores de glicose
A primeira entrega ocorreu no Centro de Especialidades da Mulher e da Criança (Cesmuc). Sete crianças receberam os primeiros dispositivos durante a etapa inicial do programa.
A iniciativa foi acompanhada pelo prefeito Dr. Custódio Tavares e pelo secretário municipal de Saúde, Dr. Flávio Brito. O município prevê a inclusão de 80 pacientes nesta primeira fase.
A criação do programa ocorreu após a aprovação da Lei Municipal nº 8.540, publicada em junho de 2026. A norma estabelece regras para o fornecimento e acompanhamento do sistema de monitorização contínua da glicose em Indaiatuba.
Quem pode receber o sensor em Indaiatuba
O programa atende crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 entre 2 anos e 17 anos, 11 meses e 29 dias. Gestantes com diagnóstico prévio de diabetes tipo 1 também estão incluídas.
Além da faixa etária ou condição prevista na lei, o paciente precisa cumprir os critérios clínicos, assistenciais e documentais estabelecidos pela Secretaria Municipal de Saúde.
A legislação municipal determina que a inclusão e a continuidade do fornecimento dependem de avaliação técnica e clínica. O acompanhamento pela rede municipal também faz parte das regras do programa.
Como funciona o sensor de monitorização da glicose
O equipamento utiliza um pequeno sensor colocado na pele. O dispositivo acompanha os níveis de glicose ao longo do dia e envia os dados para um leitor ou celular compatível.
Com as informações, pacientes, responsáveis e profissionais de saúde conseguem acompanhar as oscilações da glicose. O sistema também reduz a necessidade de várias medições por punção no dedo.
A monitorização contínua pode ajudar a identificar alterações da glicose com mais rapidez. Protocolos municipais de outras cidades também utilizam a tecnologia no acompanhamento de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1.
Atendimento terá treinamento para as famílias
O acesso ao equipamento seguirá etapas definidas pela Secretaria de Saúde. Primeiro, o médico responsável precisa indicar o uso do sensor conforme os critérios do protocolo.
Depois, a família deverá apresentar a documentação necessária para análise administrativa. Com a autorização, o paciente ou responsável terá atendimentos presenciais no Cesmuc.
Nesses encontros, a equipe fará a aplicação do sensor e orientará sobre o funcionamento do equipamento. A partir da terceira retirada, a distribuição ocorrerá no Centro de Assistência Farmacêutica, no Jardim Esplanada.
Programa reúne atendimento multiprofissional
O sensor não substitui as consultas nem os demais cuidados necessários para o tratamento do diabetes. A própria legislação de Indaiatuba define a monitorização contínua como uma ferramenta complementar ao acompanhamento clínico.
O Programa Municipal de Atenção Integral às Pessoas com Diabetes reúne profissionais de enfermagem, medicina, psicologia, farmácia e nutrição. A proposta inclui acompanhamento, educação em saúde, prevenção e tratamento.
A primeira etapa terá investimento superior a R$ 600 mil por ano. Com a medida, Indaiatuba amplia o acesso à monitorização contínua para pacientes que atendam às regras estabelecidas pelo município.