Uma fiscalização realizada nesta quinta-feira (5) pela Polícia Militar Ambiental no DPBEA (Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal) de Campinas revelou problemas nas instalações da unidade que abriga cães e gatos na cidade. Havia mais de 100 animais no local no momento da vistoria.
Segundo informações da Polícia Militar Ambiental, os agentes percorreram os setores da unidade e verificaram irregularidades relacionadas tanto à estrutura física quanto às condições de manutenção de alguns espaços utilizados para atendimento e abrigo.
Entre os pontos observados estavam móveis danificados, portas com fechamentos improvisados e um depósito considerado inadequado para armazenamento de materiais. O setor destinado a procedimentos cirúrgicos também apresentou impropriedades, enquanto a área de internação foi citada por não atender plenamente a parâmetros técnicos.
Durante a vistoria, foi localizado um roedor morto nas dependências da unidade. Também foram observados problemas no escoamento de água.
Nos espaços destinados aos animais, policiais encontraram recintos metálicos com sinais de desgaste, presença de ferrugem e adaptações feitas de forma improvisada. Alguns canis apresentavam sujeira e fêmeas com filhotes estariam sendo mantidas em áreas adaptadas, sem estrutura adequada.
Funcionários foram encaminhados para o distrito policial para prestar esclarecimentos sobre as condições da unidade.
O que diz a Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que acompanha a ação da Polícia Ambiental no DPBEA e colabora com o andamento da operação. “Neste momento, o DPBEA não está lacrado”, frisou.
A Prefeitura comentou que trata-se de fiscalização dentro do inquérito de apuração de maus-tratos, situação que o DPBEA contesta. “A denúncia não considera as novas instalações de gatis e canis que já foram entregues. A transferência dos gatos para os novos gatis está marcada para o dia 16 de março. A diretora do DPBEA foi até a 2ª Seccional para prestar esclarecimentos. A Prefeitura está à disposição para responder a todos os questionamentos da Justiça”, disse.
Em 27 de fevereiro, a Prefeitura formalizou o contrato com a Clínica Veterinária da PUC-Campinas para a prestação de serviços médicos-veterinários para cães e gatos atendidos no local.
São 33 serviços disponíveis para os animais resgatados na cidade, incluindo cirurgias ortopédicas, exames diagnósticos avançados, quimioterapia e atendimentos de urgência. O hospital veterinário vai oferecer atendimento 24 horas por dia, incluindo consultas, exames laboratoriais e de imagem, cirurgias, internações, tratamentos clínicos e acompanhamento pós-operatório.
Em 2025, por meio do DPBEA, o Samu Animal fez 836 resgates e 206 animais foram adotados (153 cães, 36 gatos e 17 equinos).
Os Consultórios Móveis realizaram 18.687 atendimentos de cães e gatos da população e foram feitas 10 mil castrações, em 2025.