Um grupo ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) se envolveu em confronto físico com estudantes na manhã desta segunda-feira (23), dentro da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no campus de Barão Geraldo. A Reitoria definiu o episódio como uma “invasão” acompanhada de atos de intimidação no primeiro dia letivo.
Segundo apurado pelo VTVNews, o embate começou quando alunos tentaram impedir integrantes do movimento de aplicar tinta branca no muro da biblioteca da unidade. (Veja o momento do embate abaixo)
O local é marcado por grafites produzidos por membros da comunidade acadêmica, decalques e outras marcações.
Nas redes sociais, os membros do movimento afirmaram que seus militantes teriam sido agredidos ao tentar “limpar” as paredes da instituição. O movimento sustenta que houve reação violenta por parte de estudantes contrários à ação.
Versões do movimento
Em nota assinada por Matheus Pereira, porta-voz do movimento em Campinas, o grupo declarou que realizava a “restauração” de paredes pichadas, citando como fundamento o artigo 65 da Lei nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais. O texto afirma que integrantes do movimento teriam sido alvo de empurrões, chutes e socos e que latas de tinta foram arremessadas contra um dos participantes, episódio que, segundo eles, foi registrado em vídeo.
A nota também menciona o desaparecimento de uma câmera pertencente a um colaborador, que teria sido lançada em uma área de mata durante o tumulto e não foi recuperada. Em trecho divulgado, o grupo afirma que há casos de pessoas identificadas com a direita que teriam sido silenciadas ou hostilizadas na universidade.

Posicionamento da Reitoria
Em comunicado oficial, a Reitoria da Unicamp repudiou a presença de nove pessoas no campus, classificando o ato como invasão e intimidação. A administração universitária afirmou que filmagens sem autorização e agressões são condutas incompatíveis com a autonomia universitária e com o ambiente acadêmico.
O texto ressalta que a universidade é espaço de pluralidade e debate e que não aceitará ações marcadas por coerção ou violência. A instituição informou que adotará providências administrativas e jurídicas para identificar os envolvidos e responsabilizá-los pelos atos ocorridos.
A Reitoria também declarou solidariedade a estudantes, servidores e docentes que teriam sido expostos à situação de insegurança durante o episódio.