Um médico que atuava como prestador de serviço na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campo Grande, em Campinas (SP), perdeu o cargo nesta quinta-feira (4). A demissão ocorreu após uma mulher denunciar que sofreu assédio durante o atendimento do filho na unidade. A Polícia Militar atendeu a ocorrência e levou o profissional à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Segundo a Rede Mário Gatti, responsável pela administração da unidade, o médico trabalhava por meio de uma empresa terceirizada. Assim que recebeu a informação sobre o caso, a autarquia comunicou a prestadora de serviços e determinou o desligamento do profissional.
Mulher acompanhava o filho em atendimento
Conforme as informações apuradas, a mulher levou o filho para receber atendimento na UPA do bairro Campo Grande. Durante a permanência na unidade, ela relatou ter sofrido assédio por parte do médico.
Em seguida, policiais militares atenderam a ocorrência e encaminharam os envolvidos à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre o depoimento do profissional.
Rede Mário Gatti confirmou demissão
Logo após a denúncia, a Rede Mário Gatti acionou a empresa responsável pelo serviço e confirmou a demissão do médico ainda na tarde desta quinta-feira.
A autarquia também reafirmou que repudia qualquer comportamento que desrespeite a dignidade, a segurança e a confiança dos usuários da rede pública de saúde. Além disso, destacou que o acolhimento e o respeito aos pacientes são princípios fundamentais nas unidades de atendimento.
Instituição afirma que vai colaborar com as investigações
Em nota enviada ao VTV News, a Rede Mário Gatti informou que determinou o desligamento do profissional após tomar conhecimento da ocorrência registrada na UPA Campo Grande.
Segundo a autarquia, a vítima relatou ter sofrido assédio durante o atendimento do filho e acionou a Polícia Militar. Os policiais conduziram o médico ao Distrito Policial para os procedimentos cabíveis.
A instituição também reiterou que repudia qualquer conduta que comprometa a dignidade e a segurança dos pacientes. Além disso, reforçou que manterá colaboração integral com as autoridades responsáveis pela apuração do caso.
Mulheres vítimas de violência ou assédio podem acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher. Em Campinas, a 2ª DDM oferece atendimento especializado às vítimas e recebe denúncias relacionadas a esse tipo de crime.