O menino de 10 anos baleado durante um ataque a tiros no bairro Cidade Singer, em Campinas (SP), permanece internado na Unidade Mário Gattinho, em Campinas, segundo a apuração do VTVNews. O crime ocorreu na noite de sábado (6) e vitimou os avós da criança, Salvador Ferreira dos Santos, de 76 anos, e Maria de Lourdes Sobrinho, de 56, que morreram no local.
O suspeito de cometer os disparos é Jeferson Silva Amorim, de 27 anos, ex-companheiro da mãe do menino. Segundo o boletim de ocorrência, ele chegou à residência por volta de 21h30, pilotando uma motocicleta e acompanhado de uma mulher — que seria sua atual namorada. Após a chegada, invadiu o imóvel e atirou contra os familiares.
Uma testemunha falou sobre o caso ao VTV da Gente: “conseguíamos conhecer eles. Eram pessoas trabalhadoras, nunca vi uma discussão, uma briga. Chegou o momento e fiquei apavorado”. Ainda segundo testemunhas, o criminoso chegou a atirar contra os filhotes de gatos da família.
Além da criança e dos avós, um jovem de 19 anos — tio do menino — também foi baleado. Ele foi atingido no abdômen e encaminhado ao Hospital da PUC-Campinas, onde permanece fora de risco. Já o menino ferido foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, com ferimento na região do queixo e com a bala alojada no crânio.

Motivação e histórico de violência
De acordo com o relato da mãe da criança à Polícia Civil, Jeferson já havia sido condenado em setembro deste ano pelo homicídio do pai do menino, morto em 2018. O pai era, na época, companheiro dela — e a execução foi atribuída ao mesmo autor.
A mulher declarou que manteve um relacionamento anterior com Jeferson, e que ele chegou a ameaçá-la, dizendo que se vingaria caso fosse condenado pelo assassinato do antigo parceiro. A sentença pelo crime de 2018 foi proferida pelo Tribunal do Júri, com pena fixada em 15 anos de prisão em regime fechado.

Mandado de prisão
Desde o dia 10 de setembro, Jeferson é alvo de mandado de prisão em aberto, justamente em razão da condenação anterior. A ordem judicial prevê cumprimento imediato da pena, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a execução provisória da pena em casos de júri popular — mesmo que ainda caibam recursos à sentença.
O caso foi registrado como feminicídio consumado, homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio, com investigação a cargo da Delegacia de Defesa da Mulher e da divisão de homicídios da Polícia Civil de Campinas. Até a última atualização, o autor permanecia foragido.