Uma ofensiva da Polícia Civil mobilizou equipes na manhã desta segunda-feira (2) em Campinas, Paulínia e Artur Nogueira para desmontar um esquema milionário de furto de combustíveis. A ação, batizada de Operação Sangria, tem como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar na perfuração clandestina de dutos da Transpetro.
Segundo as investigações conduzidas pela 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Ribeirão Preto, o grupo operava de forma estruturada e com divisão de funções, promovendo a retirada ilegal de combustível diretamente da malha dutoviária. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 5 milhões, somando o produto desviado, danos à infraestrutura e riscos ambientais.
Em Campinas, um empresário do setor de combustíveis foi preso temporariamente. A polícia apura se distribuidoras da região teriam participado do escoamento do combustível furtado, inserindo o produto irregular no mercado formal.
Além da prisão na metrópole, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em endereços ligados a investigados em Paulínia, cidade estratégica por concentrar uma das principais refinarias do país, e em Artur Nogueira.
Ao todo, a Justiça expediu nove mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão, além de autorizações para quebra de sigilo bancário, telefônico e telemático. Até o momento, sete pessoas foram presas, enquanto dois suspeitos seguem foragidos.
Durante as diligências, os agentes recolheram celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que passarão por perícia. A análise do material deverá ajudar a mapear a cadeia de distribuição e identificar possíveis novos envolvidos.
Atuação interestadual
Embora o foco da operação nesta fase esteja em cidades da Região Metropolitana de Campinas, o grupo também teria atuação em outros estados, como Minas Gerais e Goiás, indicando ramificação interestadual.