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Pet shop diz que morte de cães deixados em carro em Americana foi uma “lamentável fatalidade”

Segundo os advogados, o estabelecimento é responsável pelo atendimento dos três cães há três anos e “sempre pautou sua atuação pelo zelo"

A defesa do pet shop de Americana (SP), que estava com os três cães que morreram na última quinta-feira (11) por suspeita de hipertermia após terem sido deixados dentro de um veículo de transporte, afirmou em nota que o ocorrido “trata-se de um episódio isolado, que resultou em uma lamentável fatalidade.”

Segundo o boletim de ocorrência, Cristal e Luna, duas cadelas da raça Shih-tzu, de 10 e 8 anos, e Fofão, um Lhasa Apso de 11 anos, foram levados à empresa por volta das 9h20 da manhã de quinta-feira (11). A devolução costumava ocorrer até o meio-dia, mas, diante do atraso, os tutores entraram em contato com a responsável pelo serviço.

Às 16h20, a dona do pet shop informou por mensagem que os três cães haviam morrido.

“Não está tudo bem (…) Eu estou em estado de choque. Eles morreram. Não sei explicar o porquê”, escreveu.

Animais ficaram no carro por mais de uma hora

Na sequência, a responsável levou os corpos até a casa da família e relatou que, antes de realizar a entrega, precisou atender outro cliente em um endereço distante, deixando os três cães dentro do carro por cerca de 1h30. Os animais foram levados posteriormente a uma clínica veterinária em Americana, onde já chegaram sem vida.

O laudo técnico foi assinado pela médica veterinária Patrícia Comelato. Segundo o documento, a provável causa da morte foi hipertermia (aumento anormal da temperatura corporal, causado por exposição prolongada ao calor). Não foram identificados sinais de violência ou maus-tratos físicos.

O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Americana como ato de abuso contra animais, e a Polícia Civil abriu investigação.

O que diz a defesa do pet shop?

Em nota, os advogados Karulaine Cristina da Silva e Fernando de Figueiredo Beluzzo, representantes do pet shop, afirmaram:

“Trata-se de episódio isolado, que resultou em lamentável fatalidade, não sendo justo macular a reputação construída ao longo de anos de trabalho sério.”

Segundo os advogados, o estabelecimento, instalado em Americana há quatro anos e responsável pelo atendimento dos três cães há três anos “sempre pautou sua atuação pelo zelo, dedicação e responsabilidade”.

A defesa acrescenta que o estabelecimento prestou solidariedade aos tutores e que os animais foram prontamente encaminhados ao veterinário de confiança da família. Eles também ressaltam que todas as medidas cabíveis foram adotadas para tentar evitar a tragédia.

“Os representantes do estabelecimento, juntamente com os tutores, aguardam a conclusão do laudo pericial que indicará a real causa da morte dos animais. Os proprietários se colocam à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar integralmente na apuração dos fatos.”


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Autor

  • Camila Borges dos Santos

    Jornalista formada pela Universidade Paulista em 2023, com experiência em apuração, produção de pautas, apresentação e cobertura de matérias jornalísticas em diferentes formatos.

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