A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana apreendeu cerca de mil quilos de suplementos alimentares em desacordo com a legislação sanitária, durante a deflagração da Operação Rótulo Falso nesta quarta-feira (03). Os produtos eram produzidos e armazenados em um galpão no bairro Jardim Terra América, sem autorização da Vigilância Sanitária ou da Anvisa.
No local, os policiais localizaram aproximadamente 15 mil frascos com cápsulas e suplementos de uso terapêutico, além de embalagens plásticas, rótulos e materiais de divulgação, totalizando uma tonelada de produtos. Entre os itens apreendidos, estavam frascos contendo nomes comerciais como Ozempic e Monjairo — medicamentos de uso controlado utilizados em tratamentos para emagrecimento — sem qualquer registro sanitário válido ou controle técnico sobre a composição.
Segundo a Polícia Civil, a empresa responsável pelo espaço, não possuía licença de funcionamento junto aos órgãos competentes. Parte dos produtos trazia alegações terapêuticas indevidas, prática vedada por norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A redação tenta localizar a defesa da empresa, deixando o espaço aberto para eventuais réplicas.

Irregularidades sanitárias e descarte dos produtos
A Vigilância Sanitária municipal autuou a empresa por exercer atividade sem licenciamento e por comercializar itens sem garantia de padrão de qualidade e segurança. A coordenadora da pasta, Eliane Ferreira, acompanhou a vistoria no galpão e determinou o recolhimento imediato de todo o material, que foi posteriormente destinado ao descarte com emissão dos respectivos termos de inutilização.
O responsável pela empresa foi detido em flagrante e encaminhado à sede da DIG, onde foi autuado por falsificação, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Ele responderá por crime de saúde pública, cuja pena pode ultrapassar dez anos de reclusão.
A investigação segue em curso para apurar a origem da matéria-prima utilizada, os canais de distribuição dos produtos e possíveis conexões com outros pontos de venda na região.
“Assim que fomos acionados pela Polícia Civil, mobilizamos nossa equipe para apoiar a operação. No local, constatamos uma estrutura montada para venda de suplementos sem qualquer tipo de licença sanitária. Além disso, há três anos já realizávamos buscas por produtos da Bálsamo Je s. A parceria entre os órgãos é fundamental para interromper práticas ilegais e garantir que somente produtos seguros circulem na cidade”, falou a coordenadora da Vigilância Sanitária, Eliane Ferreira.
