O assassinato de Ramon Luporini de Faria Motta, de 22 anos, continua sendo investigado pela Polícia Civil e ganhou novos desdobramentos. O corpo do jovem foi localizado parcialmente carbonizado em uma área de mata entre Jaguariúna e Santo Antônio de Posse, na região de Campinas, em 27 de fevereiro. Com o avanço das diligências ao longo da semana, a polícia acaba de identificar outros dois homens suspeitos de participação no homicídio.
O caso é apurado pelo delegado Erivan Vera Cruz e tratado como homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Um dos homens identificados, segundo a polícia, é o padrasto da vítima, Gilson Silva Santos Oliveira. O segundo investigado é Jesué Ferreira Alves. A Justiça autorizou a prisão temporária dos dois, mas eles estão foragidos.
As apurações começaram a ganhar rumo após o depoimento do tio da vítima, que confessou envolvimento no caso e está preso preventivamente. Segundo ele relatou às autoridades, a intenção inicial seria apenas “intimidar” o sobrinho após desavenças familiares. Ele disse ter solicitado ajuda ao cunhado Gilson e a Jesué, seu amigo.
Rumo violento
O episódio, de acordo com a polícia, tomou um rumo mais violento depois que o jovem teria reagido. A partir desse momento, Ramon foi dominado, amarrado e agredido.
O rapaz teria sido retirado do local desacordado, mas ainda com sinais de vida. A investigação aponta que o corpo foi levado posteriormente até uma mata, onde acabou sendo queimado e abandonado. O cadáver foi localizado pela Guarda Municipal. Desde então, investigadores realizam diligências para localizar os dois suspeitos foragidos.