A Polícia Civil de Campinas continua a busca por 33 relógios de luxo que ainda não foram localizados após o roubo à joalheria Montecristo, no Shopping Iguatemi, na última quinta-feira (20). A ação, registrada em pleno feriado, envolveu disparos, correria e sequestro relâmpago, e terminou com sete suspeitos detidos, entre eles um adolescente de 17 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, 70 relógios das marcas Rolex, Cartier e Tag Heuer foram levados da loja. Até o momento, 37 peças foram recuperadas, com valor estimado de R$ 1,2 milhão. A Montecristo declarou em nota que os prejuízos foram exclusivamente materiais e que toda a equipe passa bem.

Detenções em série após fuga pelos arredores
Logo após o roubo, três indivíduos foram localizados em Pedreira (SP) com um Fiat Cronos branco, veículo roubado no estacionamento do próprio shopping para facilitar a fuga. Dois tentaram escapar a pé; um deles, ferido por arma de fogo, foi capturado pela Guarda Civil Municipal, atendido na Santa Casa da cidade e transferido ao HC da Unicamp, de onde teve alta e seguiu preso. Outro integrante do bando também foi baleado durante confronto com policiais e passou pelos mesmos procedimentos médicos.
Mais três suspeitos foram encontrados em Campinas, escondidos em um clube da região, após escaparem a bordo de um Honda Civic. A Justiça converteu as prisões em preventivas durante audiência de custódia.
Modus operandi técnico e cauteloso
Segundo o registro policial, os criminosos evitaram tocar em superfícies como vitrines e mostruários, minimizando a chance de deixarem impressões digitais. Durante a invasão, uma funcionária chegou a ser feita refém, mas foi libertada sem ferimentos ainda dentro do centro de compras.
A ocorrência causou pânico entre os frequentadores, com imagens de tumulto sendo compartilhadas nas redes sociais. Um dos que estavam no local, o ex-BBB Rafinha, relatou: “Parecia filme”.
Itens apreendidos com a quadrilha
- 5 armas de fogo (1 dos criminosos e 4 pertencentes a seguranças privados do shopping)
- 5 celulares
- 1 rádio transmissor
- Bolsas e mochilas utilizadas na ação
Investigações continuam
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) aguarda o envio das imagens dos circuitos de segurança do shopping e da loja para compreender a dinâmica do crime. A Polícia Civil também investiga se o grupo tem relação com outros assaltos a joalherias e relojoarias.
A localização das 33 peças restantes e de um terceiro veículo, possivelmente usado na fuga, seguem como lacunas na investigação. A Polícia Militar afirma que as diligências continuam para encontrar outros possíveis envolvidos.