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Servidores firmam fim da greve na Unicamp e retomam atividades na segunda (6)

Documento prevê reajustes no vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-saúde
Vista aérea do campus da Unicamp com prédio, área verde e acesso viário, retratando o fim da greve Unicamp e a retomada das atividades na segunda-feira (6), segundo servidores.

Após semanas de trâmites e negociações, os servidores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram encerrar a greve iniciada no começo de maio. Com o fim da paralisação, as atividades devem ser retomadas na próxima segunda-feira (6).

A Reitoria da Unicamp e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) se reúnem nesta sexta-feira (3) para definir os últimos detalhes do acordo que encerra a greve. A proposta aprovada pelos servidores prevê a equiparação do vale-alimentação o aumento de R$ 1.950 para R$ 2.000 mensais.

O texto também estabelece o reajuste do vale-refeição, de R$ 43 para R$ 50 por dia, e prevê a ampliação do auxílio-saúde para R$ 990 mensais a partir de janeiro de 2027.

De acordo com o STU, a assembleia discutiu o documento encaminhado pela Reitoria na última segunda-feira (30), apresentou sugestões de alterações para serem incluídas e debatidas na próxima mesa de negociação, mas decidiu, por votação, encerrar a greve.

Em publicação nas redes sociais, o STU informou que encaminhou à Reitoria, na quinta-feira (2), a decisão tomada em assembleia e solicitou uma reunião para discutir o acordo que formaliza o fim da greve, além de apresentar as deliberações aprovadas pela categoria.

Com a decisão dos servidores, a Unicamp deve encerrar o ciclo de paralisações iniciado em maio. Os professores já haviam encerrado a greve em 11 de junho, após aprovarem a proposta de reajuste salarial. No dia seguinte (12), os estudantes também decidiram pôr fim ao movimento, depois de avançarem nas negociações sobre políticas de permanência e moradia estudantil, com cerca de 95% das reivindicações atendidas.

Histórico

No início de maio, protestos de funcionários e estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) causaram trânsito na Rodovia D. Pedro I (SP-065), nas marginais do km 137.

De acordo com nota divulgada pela Unicamp na época, entidades estudantis e direções das unidades do campus de Limeira (FCA/FT) e de Campinas reafirmaram o compromisso com a busca de soluções consensuais.

Ainda naquele período, o sindicato publicou nota informando o envio de um ofício ao reitor, no qual solicitava resposta às reivindicações apresentadas e aguardava a abertura de negociações ao longo do mês de maio. As demandas foram:

  • reajuste em benefícios como o vale-alimentação, vale-refeição e auxílio saúde;
  • garantia de recursos para progressões;
  • implementação do “Descongela Já” e pagamentos dos retroativos;
  • e críticas à falta de diálogo na aprovação da autarquização da Área da Saúde.
  • Já os alunos reivindicam melhorias nas estruturas da universidade.


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Autor

  • Cristiane Campari

    Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas, com atuação destacada como trainee no Estadão, onde participou da 2ª edição do Focas Saúde. Também integrou a equipe da TV Câmara Campinas, contribuindo na cobertura institucional e na produção de conteúdo. Experiência na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas e no Consórcio PCJ.

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