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UPA de Campinas: médico é acusado de pedir beijo à mãe de paciente, diz investigação

Polícia Civil ouviu envolvidos e apura denúncia de assédio registrada na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher
CAPA MATERIA (22)

Um médico de 41 anos, demitido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Campo Grande, em Campinas (SP), é investigado após denúncia de que teria pedido um beijo à mãe de um paciente durante atendimento. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e segue sob apuração da Polícia Civil.

Polícia ouviu médico e vítima

De acordo com a Polícia Civil, o profissional e a vítima foram ouvidos na noite de quinta-feira (4), logo após a ocorrência ser atendida pela Polícia Militar. Após os depoimentos, o médico não permaneceu preso e responderá ao inquérito em liberdade.

A vítima tem 17 anos e acompanhava o filho de nove meses durante atendimento na unidade de saúde.

Relato aponta elogios e pedido de beijo

Segundo o depoimento da jovem, o médico teria iniciado o contato com elogios à aparência dela durante a consulta. Em seguida, após o atendimento, ele teria se aproximado e feito o pedido de um beijo.

Ainda conforme o relato, a vítima recusou a abordagem e deixou a unidade de saúde. Depois disso, ela entrou em contato com familiares, que acionaram a Polícia Militar.

Versão do médico será analisada

À Polícia Civil, o médico confirmou que houve contato físico com a paciente, mas negou ter feito elogios ou solicitado um beijo. Ele afirmou que apenas ofereceu um abraço em gesto de acolhimento.

O caso segue em investigação pela 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas, que deve analisar depoimentos e demais elementos do inquérito.

Demissão foi imediata após denúncia

A Rede Mário Gatti informou que o médico atuava como prestador de serviço por meio de empresa terceirizada. Assim que tomou conhecimento da denúncia, a gestão comunicou a empresa e determinou o desligamento do profissional.

Em nota, a instituição afirmou que repudia qualquer conduta que comprometa a segurança e a dignidade dos pacientes e declarou que colabora com as investigações.

O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Campinas e ainda não há conclusão sobre responsabilidade criminal ou administrativa.


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Autor

  • Luana Gasparetto

    Jornalista e radialista, com experiência em produção de conteúdo multiplataforma, elaboração de pautas, entrevistas e cobertura jornalística, com foco em informação de interesse público, comunicação digital e jornalismo investigativo. É autora do livro-reportagem “Borboletas de Concreto: desvelando as marcas deixadas nos corpos de ex-detentas e suas metamorfoses” e pós-graduanda em Gestão de Rádio e Mídias Audiovisuais.

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