Carlo Ancelotti encontrou a solução para a classificação do Brasil diante do Japão ao remodelar completamente o ataque da Seleção no segundo tempo. Após as saídas de Lucas Paquetá, lesionado, e Matheus Cunha para as entradas de Endrick e Gabriel Martinelli, o treinador transformou a equipe em um 4-2-4 e manteve Vinicius Júnior, camisa 7, aberto pela ponta esquerda para atrair a marcação japonesa. Com isso, abriu o corredor central para as infiltrações dos atacantes, aumentou o volume ofensivo e comandou a virada por 2 a 1, que colocou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo.
A genialidade de Vini como “isca” para abrir o Japão
Durante toda a partida, Ancelotti manteve Vinicius Júnior fixo pela ponta esquerda. O treinador não aproximou o camisa 7 da área de forma proposital.
Com isso, o Japão concentrou a marcação no lado do campo. Dois ou até três defensores passaram a cercar Vini sempre que ele recebia a bola.
Ao mesmo tempo, o centro da defesa japonesa perdeu proteção. Assim, o espaço entre os zagueiros aumentou gradualmente.
O gol do Brasil nasceu exatamente dessa lógica. Endrick pressionou a saída de bola logo após entrar em campo. Rayan recuperou a posse e acionou Bruno Guimarães.
Em seguida, o volante encontrou Gabriel Martinelli atacando o corredor central. Enquanto Vini permanecia aberto na esquerda e puxava a marcação, Martinelli apareceu livre para finalizar e empatar o jogo.
O 4-2-4 de Ancelotti e o impacto das mudanças no ataque
As entradas de Endrick e Gabriel Martinelli mudaram a estrutura do Brasil. Lucas Paquetá saiu lesionado e Matheus Cunha deixou o campo, o que abriu espaço para a nova formação ofensiva.
Ancelotti avançou o time e montou um 4-2-4 agressivo. Casemiro e Bruno Guimarães sustentaram o meio-campo. Endrick aumentou a pressão na saída japonesa e atacou a última linha.
Raphinha manteve amplitude pela direita. Vinicius Júnior continuou aberto pela esquerda, funcionando como referência de atração de marcação.
Já Martinelli passou a ocupar o espaço central, exatamente a zona que normalmente seria de Vini em uma estrutura mais tradicional.
A mudança criou um efeito constante de desequilíbrio. Quando o Japão fechava o meio, o Brasil encontrava Vini livre na ponta. Quando dobrava a marcação nele, Martinelli aparecia entre os zagueiros.
Com mais intensidade na pressão e mais infiltrações, o Brasil empurrou o Japão para o próprio campo e construiu a virada que garantiu a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo.